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Jardim Tunduru já foi reaberto

Por admin
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O Jardim Tunduru, considerado o maior jardim botânico de Moçambique, reabriu ao público na passada segunda-feira, depois de pouco mais de um ano de obras de reabilitação, através de um investimento de perto de 170 milhões de meticais.

Trata-se de mais um empreendimento levado a cabo pelo Conselho Municipal de Maputo juntamente com parceiros de cooperação, designadamente os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), a Vale Moçambique e o Instituto Nacional de Turismo, que visava a transformação do mais antigo e histórico jardim de Maputo.

O Jardim Tunduru beneficiou de obras de restauro completo, desde o muro de vedação, portões, estufas, parques, centro social, armazéns, coreto, arruamentos, edifício administrativo e iluminação.

Foi criado um balcão de informação turística, um anfiteatro, parque infantil, biblioteca, sala de estudos e investigação, área de desenvolvimento de plantas aromáticas e medicinais, e diferentes elementos de ornamentação.

Falando no acto da reinauguração, o Presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, disse que a infra-estrutura ora recuperada representa uma “relíquia” ao nível da cidade e em qualquer parte do mundo.

No dizer de Simango, o Jardim Tunduru é um dos espaços mais nobres do Município de Maputo, um verdadeiro monumento, a par de outros edifícios como a estação dos CFM e os Paços do Município, na Praça da Independência.

“Muitos dos adultos e idosos maputenses e não só, passaram aqui momentos marcantes das suas vidas. O nosso objectivo, para além da necessidade de preservação deste maravilhoso espaço, é também devolver um lugar aprazível e inspirador”, afirmou.

 O edil de Maputo explicou ainda que um jardim botânico é, para além de uma instituição cultural, um local de busca de inspiração, de procura do silêncio, é um laboratório científico, onde podem ser feitas pesquisas para dar resposta às necessidades botânicas da sociedade.

“As nossas escolas e, porque não, as universidades, ganham com esta reabilitação, um espaço propicio para que os seus alunos e estudantes possam investigarno seu mundo real, através de visitas ao jardim. É sabido que o mundo tem estado a perder espécies vegetais, cuja reposição é bastante prolongada. Julgamos que o Jardim Tunduru, pode jogar o seu pequeno papel no movimento global para a conservação de plantas”, destacou Simango.

O edil disse igualmente ser intenção da edilidade, a seu devido tempo, apetrechar o jardim com alguns serviços que facilitem a permanência dos munícipes no espaço, sempre tendo o cuidado para que tais serviços não colidam com papel principal do jardim.

Por seu turno, Albino Mahumane, do Instituto Nacional de Turismo, considerou, igualmente, que o Tunduru representa, pelas suas características históricas, um autêntico cartão de visitas ao nível da cidade de Maputo.

Para ele, trata-se de um espaço de grande valor para a sua instituição, sabido que a cidade de Maputo constitui o principal destino turístico de Moçambique. 

Tal como referiu, cerca de 60 por cento dos turistas que se deslocam para Moçambique escalam incontornavelmente a cidade de Maputo, considerada a Cidade das Acácias.

“O nosso envolvimento nesta grande obra reveste-se de uma grande importância, porque temos os visitantes, alguns que vêm de cruzeiros e turistas ao nível doméstico que encontram neste Jardim um local atractivo para o seu lazer. Quanto ao balcão de informação turística aqui implantado constitui o terceiro, depois de Macia, em Gaza, e Lindela, em Inhambane, no âmbito dos esforços do Governo no sentido de promover o país como destino turístico de referência regional e não só”, frisou.

Falando na mesma ocasião, a representante da Vale Moçambique, Sheila Chemane, disse que o Jardim Tunduru, com mais de um seculo de existência, constitui um valioso património ambiental em Moçambique.

De acordo Sheila Chemane, a companhia que representa decidiu juntar-se ao Conselho Municipal de Maputo e aos Caminhos-de-Ferro no projecto de reabilitação do Jardim Tunduru, considerado de importância nacional, uma vez que a obra permitiu devolver aos citadinos e a todos os moçambicanos em geral o maior jardim botânico de Moçambique.

“O Jardim Tunduru, constitui um valioso património ambiental, por ser um repositório de diversidades vegetal, histórico e cultural. Sentimo-nos lisonjeados em ajudar na reabilitação deste espaço, tornando mais agradável e aprazível, contribuindo assim para a preservação da biodiversidade e para a mudança de práticas das pessoas perante o meio ambiente. Desejamos que todos os citadinos façam um bom proveito deste património que é de todos nós, que cuidem do mesmo como se estivessem a cuidar das suas próprias casas e aproveitem este espaço para aumentar o seu conhecimento e desfrutar de momentos de laser”, frisou.

Reforçando o valor daquela infra-estrutura, o presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique, Victor Gomes, considerou que o Jardim Tunduru constitui um marco e um ponto de referência ao nível da Cidade de Maputo.

Segundo Gomes, o “Tunduru”, como carinhosamente tem sido tratado, assemelha-se a outros pontos de referência da cidade como o Mercado Central, a Casa do Ferro, o Museu da Moeda, a Fortaleza de Maputo, o Museu da Pesca, o Mercado Central, o Mercado de Peixe e, naturalmente, o edifico da Estação Central dos Caminhos de Ferro.

“Com este espaço emblemático e belo, os citadinos ou todos aqueles que o desejarem, passam a dispor dum lugar aprazível para diversão, contemplação ou estudos”, destacou.

Benjamim Wilson
benjamimwilson31@gmail.com

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