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EFEMÉRIDE: Deficientes querem participar no desenvolvimento

Por admin
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Cidadãos moçambicanos portadores de diferentes tipos de deficiência clamam por uma abertura de oportunidades, em todos os sectores que compõem o Estado moçambicano, de modo a participarem activamente no desenvolvimento do país.

Esta preocupação foi apresentada, sexta-feira finda, em Maputo, num encontro mantido com o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, na Presidência da República, por ocasião das celebrações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado a 3 de Dezembro de cada ano.

Para esta camada social, não basta a simples ingerência do Ministério do Género, Criança e Acção Social, é preciso que seja estendido por todos os ministérios, adoptando instrumentos que tragam resultados concretos e positivos no dia-a-dia do deficiente.

Ao apresentar a mensagem do Fórum das Associações Moçambicanas dos Deficientes (FAMODE), o presidente desta agremiação, Catol Pondja, recordou que a actual conjuntura económica e político-militar do país reflectem-se de forma negativa sob ponto de vista socioeconómico na vida de todos os moçambicanos, mas, sobretudo, “essa instabilidade e crise financeira agudizam a pobreza dos vulneráveis”.

Para eles, esta situação tem prejudicado em medida maior aos deficientes, que já vêm se revelado a camada mais pobre e com poucos recursos e oportunidades de progressão, barreiras que, segundo eles, somente poderão ser removidas se o país estiver em paz.

Ainda no leque das suas preocupações destaca-se o reforço da assistência na saúde, educação, especialmente na formação de intérpretes em Braille, e a melhoria dos serviços de transporte, “para que possamos gozar plenamente dos nossos direitos como cidadãos”, afirmaram.

Este ano de 2016, as comemorações adquiriram um significado particular,afirmou Catol Pondja,“pela recepção pelo mais alto magistrado da nação, o que demonstra que no seu coração cabem todos os moçambicanos”.

Para aquela camada social, a abertura e disponibilidade do Chefe do Estado é sinónimo de que o bem-estar do povo moçambicano constitui realmente prioridade na sua governação, independentemente da condição física, social e económica.

ESTÃO E CONTINUARÃO

SEMPRE NO MEU CORAÇÃO

– Presidente da República, respondendo aos anseios da pessoa com deficiência

O Governo de Moçambique reitera o seu respeito pelos cidadãos com deficiência, facto corroborado pela construção de uma sociedade inclusiva e acessível para todos, bem como na promoção da autonomia, criando condições de acessibilidade nos serviços públicos e o bem-estar dos portadores de deficiência. Estes foram os pronunciamentos do Chefe do Estado, Filipe Jacinto Nyusi, num momento de interacção com este grupo social.

Na ocasião, Nyusi reforçou, uma vez mais, que os portadores de deficiência “estão e continuarão sempre no meu coração, pois não sinto diferença entre a pessoa com deficiência e sem deficiência, pela educação que tive e pela minha cultura”.

Relativamente à necessidade de trazer a paz de volta à nação moçambicana, o PRgarantiu que“temos estado a fazer de tudo para que a paz se efective”. A julgar pelos esforços empreendidos, conforme garantiu,“estamos à altura de muito rapidamente atingir algum consenso”. 

Entretanto, sublinhou que é tarefa de todos os moçambicanos contribuir para a efectivação deste objectivo. “Não deixem essa tarefa somente para o líder da Renamo e para o vosso presidente. Todo o povo deve colaborar com franqueza e humildade. Estamos juntos e vamos continuar a trabalhar neste sentido”.

Num outro desenvolvimento, fazendo alusão à situação de pobreza que contribui para um baixo nível de vida dos moçambicanos e, de forma particular, dos portadores de deficiência elogiou a forma atenta e activa como esta camada social encara a conjuntura socioeconómica do país e, essencialmente, a sua vontade de ver um espaço aberto para darem de si por esta pátria.“Significa que estão actualizados, acompanham o processo de desenvolvimento do país”.

“A solução para estes problemas, continuou, passa pela produção, pela contribuição de cada moçambicano em diferentes sectores”, sendo que, a vontade do Governo é ver também a participação da pessoa com deficiência, “não só de forma estruturante, mas também de forma prática”, garantiu o PR.

Texto de Carol Banze
carolbanze@snoticias.co.mz

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