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FIDEL CASTRO: UM LÍDER PARA SER IMITADO

Por admin
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“Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos pela fé e paciência, herdam as promessas” Hb 6:12

Cada um de nós tem os seus ídolos. Pessoas às quais venera ou mesmo idolatra e por isso está disposto até certa medida a dar um pouco de si por essas pessoas. Quem de nós nunca nutriu uma admiração especial por um político, um cantor, um artista, um escritor ou poeta de que gostamos tanto! São pessoas que acabam exercendo uma imensa influência no nosso comportamento, no modo de vestir, na maneira de falar de pensar e de agir. No domínio político, existem muitos exemplos de líderes que falam imitando os seus ídolos. No Portugal colonial, por exemplo, Marcelo Caetano, professor de Direito que ocupou pela última vez a Presidência do Conselho do Estado Novo entre 1968 e 25 de Abril de 1974, pela morte do seu ídolo, foi um fiel imitador de Salazar, ao ponto de considerar aquele um génio. Lembro-me dum extracto do seu discurso no dia da tomada de posse como seu sucessor, quando afirmou em viva voz: “Os homens de génio aparecem esporadicamente e por vezes por intervalo de séculos”. O então Presidente da República portuguesa Américo Tomás, perante o grave estado de saúde de Salazar, que o impedia de continuar ao comando do país, reconhecendo o comprometimento de Caetano quanto à sua fidelidade ao ditador pediu aquele que fosse seu substituto, dando início ao que viria a ser a última fase do regime instituído desde 1933, conhecida como o Salazarismo/Marcelismo ou Reformismo. Nos Estados Unidos da América e aqui em África, tivemos dois admiradores e seguidores dos ideais do fundador do movimento da não violência Mohandas Karamchand Ghandi, cognominado em sânscrito “grande alma” ou simplesmente Mahatma Gandhi, um líder espiritual e pacifista indiano e uma das principais figuras no processo de independência da Índia. Martin Luther King, Jr., considerado o maior líder negro na história dos Estados Unidos e Prémio Nobel da Paz de 1964, e autor de frases imortais como “Eu tenho umsonho: osonho de ver os meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele…”foi um dos fiéis imitadores de Ghandhi. Aqui no nosso continente, Nelson Mandela,líder do movimento contra o Apartheid e Prémio Nobel da Paz. Foiigualmente imitador de Mahatma Ghandhi. O “Pai da nossa Democracia”, por exemplo é, que saiba até hoje,  um apaixonado do ainda Presidente dos Estados Unidos da América Barack Obama, ao ponto de se intitular “Obama de Moçambique”. Vem isto a propósito do recém-falecido Líder da Revolução Cubana cremado ontem, Fidel Castro, apaixonado pelos ideias da Revolução Russa, adoptou um modelo marxista-leninista de desenvolvimento no seu país, convertendo Cuba numa ditadura socialista sob comando do Partido Comunista, o primeiro no hemisfério ocidental. Diga-se o que se disser sobre Fidel Castro, no entanto, deixou um país como exemplo a ser seguido no mundo. Rezam assim os “media” que: Cuba é o país com a taxa mais alta de médicos por habitante da América Latina (1 médico para cada 160 habitantes); Menor taxa de mortalidade infantil da América Latina (5 por cada 1000 nascimentos); Melhor expectativa de vida da América Latina (79 anos); único país da América Latina com 0% de desnutrição infantil; único país da América Latina a registar um crescimento económico nos últimos 21 anos, variando entre 1 e 12%; a taxa de analfabetismo em Cuba chega a 99,9%. Segundo um estudo da ONU, Cuba é o 2.º país menos violento da América Latina, com 4,2 homicídios por 100 mil habitantes. A título comparativo, o citado estudo revela que esse índice chega a 25,2 por 100 mil habitantes no Brasil. O que se pode mais desejar num país assim!? Paz à alma de Fidel!

Kandiyane Wa Matuva Kandiya
nyangatane@gmail.com

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