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Niassa sem fraudes académicas

Por admin
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Cerca de 72 mil alunos dos vários níveis de ensino estão a ser submetidos a exames finais em toda a província de Niassa. De acordo com Teodoro da Assunção, porta-voz da Direcção Provincial de Educação e Cultura, estão a ser examinados em 1.363 centros criados para o efeito.

De referir que o número de candidatos deste ano representa uma subida de 8,5 por cento se comparado com o do ano passado.

Falando particularmente das 10ªe 12ªs classes, Teodoro da Assunção estimou em 20.469 o número de alunos que estão a ser avaliados.

A nossa fonte revelou que em toda a província ainda não foram reportados quaisquer casos de fraude académica, apontando que o processo está a decorrer sem grandes sobressaltos e com níveis de organização extraordinários. “Todos os candidatos estão a fazer exames sentados nas carteiras, contrariamente ao que tem acontecido em ocasiões anteriores”, sublinhou.

 “Nem a queda de chuvas torrenciais que caracterizou o primeiro dia de exames impediu que os alunos afluíssem em massa aos centros de exames”, elogiou a nossa fonte, explicando que a ausência de fraudes académicas deveu-se a um aturado trabalho realizado pela Direcção Provincial da Educação e Cultura junto das escolas da província, visando sensibilizar os alunos sobre as consequências que um candidato incorre em caso de ser encontrado a praticar uma acção ilícita.

Outro motivo não menos importante que contribuiu para o sucesso dos exames está relacionado com o trabalho responsável realizado pelos professores, que permitiu maior vigilância, garantindo que os alunos não tivessem campo de manobra para praticar ilícitos proibidos e punidos pelo regulamento dos exames.

De referir que entre as punições previstas para quem for encontrado a praticar fraude académica estão a perda do ano académico, atribuição da nora zero, anulação de todos os exames realizados antes do acto, impedimento de realizar exames dos próximos anos e perda do direito de concorrer para a segunda época, para além de outras implicações criminais.

Por outro lado, a fonte que temos vindo a citar referiu que a segunda fase de avaliação, que inicia já amanhã, vai abranger as 5ª e 7ª classes, candidatos aos Intitutos de Formação de Professores, do Ensino Técnico rofissional, sendo que os centros para o efeito estão previamente organizados.

Na Escola Secundária Paulo Samuel Kamkhomba registaram-se casos em que alguns candidatos não conseguiram identificar a tempo os juris. Sobre este assunto, Teodoro da Assunção disse tratar-se de um caso isolado e excepcional, apontando o facto de a escola não possuir espaço suficiente para examinar todos os alunos como estando na origem do problema. “A Escola Paulo Samuel Kankhomba inscreveu cerca de 1 800 candidatos. Não tendo espaço para albergar todos os alunos, viu-se forçada a pedir espaços a outras escolas, situação que, de certo modo, baralhou alguns alunos. O assunto está resolvido”, explicou da Assunção, que acredita que situações do género serão acautelados nos próximos tempos.

Quanto à tendência das avaliações, aquele porta-voz mostrou-se satisfeito com os resultados parciais apurados nos exames de Português, Química e Física. “Numa primeira verificação, constatamos com satisfação que muitos alunos sairam-se bem dos exames, isso comparativamente aos anos anteriores. Porém, ainda é cedo para vaticinar o real desempenho dos alunos em todas as disciplinas”, acrescentou a nossa fonte.  

André Jonas

andremuhomua@gmail.com

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