Cerca de 30.500 famílias beneficiam-se do programa de “Assistência de Emergência para a Contenção dos Efeitos da Seca”, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em coordenação com o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA).
Este programa, que integra três projectos da FAO, tem como objectivo reduzir a dependência alimentar das famílias assoladas pelas mudanças climáticas, através da disponibilização de sementes de milho, feijão vulgar e abóbora, incluindo pulverizadores e herbicidas, produtos destinados aos pequenos agricultores mais afectados nas províncias de Gaza, Manica, Sofala e Tete. De acordo com o coordenador do programa de emergência da FAO, Inácio Pereira, o processo de distribuição nas províncias decorre num ritmo satisfatório, tendo já beneficiado cerca de 75% a 80% agricultores.
“A informação que temos até agora é que o processo está a decorrer normalmente e parece que será uma boa campanha, pois as áreas em cultivo encontram-se em bom estado. Está a chover nas áreas de distribuição, o que alimenta a esperança de uma boa campanha agrícola”, afirmou.
O coordenador disse ainda que “está em curso a preparação de algumas actividades complementares de resiliência que irão cobrir algumas zonas afectadas, entre elas a introdução de pequenos sistemas de rega (kit de rega gota-a-gota), a multiplicação local de sementes para a distribuição entre as comunidades, a introdução de práticas de agricultura de conservação, bem como o melhoramento no abeberamento do gado e na criação de frangos nas comunidades”.
Moçambique tem sido assolado pela seca, que também afectou países da região da África Austral e que este ano está sendo seguida de chuvas, em alguns casos acima do normal.
As províncias do Centro e Sul de Moçambique são as mais afectadas e, de acordo com dados do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGC), apenas 10% dos agricultores tiveram colheita no primeiro período da campanha agrícola 2015/2016.



