Malawi suspendeu banimento de frozy, um refrigerante moçambicano que desde ano passado estava fora de mercado malawiano alegadamente por problemas ao excesso de conservantes e químicos. A primeira exportação já foi feita.
A suspensão do banimento resulta de uma verdadeira maratona diplomática, encetada pelo executivo moçambicano, inconformado com o incumprimento do protocolo comercial da SADC.
Uma delegação moçambicana foi forcada a deslocar-se ao Malawi para debater o assunto com as autoridades malawianas. Esteve constituída por técnicos do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade, da Inspeccao Nacional das Actividades Económicas e do Laboratório moçambicano de Higiene e Alimentos.
Está assim, aberto, o caminho que visa o início das exportações do refrigerante, até há pouco comercializado fora do circuito legal, ao abrigo do comércio fronteiriço.
De acordo co, Alfredo Sitoe, director do Instituto Nacional de Normalizacao e Qualidade, a única exigência que o Malawi coloca ‘e uso de ingles na informação nutricional ao largo da embalagem.
“Eles exigem essa informação nos rótulos até 20 de Fevereiro. A Frozy explica, contudo que só poderá seguir este requisito até 20 de Abril próximo,ressalva Sitoe.
O nosso entrevistado refere ainda que o primeiro camião com refrigerante moçambicano já foi despachado ao Malawi.
Autoridades malawianas já não colocam problemas relacionados a concentração de químicos e conservantes isto apos análises laboratoriais em Moçambique, no próprio Malawi e independentes, nada terem revelado em desabono.
De referir que o frozy foi banido pelo ministério malawiano do comercio no ano passado alegamente por representar risco a saúde publica.
O presidente-executivo da Malawian Bureau Standards, Davlin Chokazinga, avançou no ano passado que o departamento que dirige detectou que refrigerantes de marca frozy não estavam em conformidade com as normas de qualidade exigidas no Malawi. Desde então aquele departamento, sob tutela do ministério malawiano do comercio, proibiu a importação do frozy alegadamente porque contem altos níveis de acido cítrico e de benzoato de sódio.
Distribuidores no próprio malawi protestaram esta posição governamental. Sustentavam que a Malawi Bureau Standards estava a agir em defesa da Southern Bottlers, a fabricante local de sumos e refrigerantes.
Em conversa recente com o domingo , Regendra de Sousa, Vice ministro mocambicano da Industria e Comercio, disse que o problema que havia com o Malawi assentava na competitividade das economias no espaco SADC que não facilitava regras de integração.
“Nos produzimos frozy e eles fazem uma coisa parecida. Nos produzimos capulana, o Malawi faz capulana. Esta atitude do Malawi representa uma barreira não económica”, estamos a citar o vice-ministro.
E acrescentava na mesma entrevista: “ A coberto de regras de Saúde, a prática e o efeito obstrutivo foram retirar o frozy do mercado. Quando o refrigerante saiu, o produtor local cobriu o mercado. Isto ‘e guerra comercial, com contornos de se usar o poder de Estado para se criar uma barreira não económica”



