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Exames extraordinários aquém das expectativas

Por admin
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Jafete Mabote, Director Nacional de Exames e Certificação de Equivalências no Ministério da Educação, admite que os exames extraordinários têm sido dispendiosos para o Estado e sublinha que o Governo está perante o desafio de busca de outras soluções para a avaliação de alunos.

Mabote explicaque efectivamente há pouco rendimento nos exames extraordinários, pois o nível de aproveitamento não passa dos 20 por cento desde que foram instituídos em 2004, daí que“pensamos que era preciso encontrar outra forma de organizar o processo”.

O baixo aproveitamento pedagógico foi apontado pelo nosso entrevistado como estando a contribuir para o fraco rendimento nos exames extraordinários, tendo o ano de 2011 servido de “ponta do iceberg”, quando correram rumores que davam conta do fim destas avaliações.

Contudo, o Ministério da Educação diz que não pode acabar com estes exames sem que seja apresentada uma alternativa viável.

Como forma de inverter o cenário a que se assiste nos exames extraordinários, o sistema de educação avançou para a vertente do ensino à distância para atender àquelas pessoas que por diversas razões não podem assistir às aulas em regime presencial, o que contribuiria para o sucesso nas avaliações finais.

Falando desta modalidade de ensino,  Jafete Mabote disse que com o seu surgimento, que cobre o primeiro ciclo do ensino secundário ( 8ª, 9ª e 10ª classes), verifica-se um decréscimo de examinados externos para a 10ª classe, porque as pessoas que optaram por esta modalidade são considerados alunos internos na hora do exame. A fonte acredita que quando o sistema avançar para 12ª classe os efectivos para o exame externo poderão, igualmente, diminuir.

Adiante Jafete Mabote ressalvou que os exames extraordinários são uma tradição do sistema educativo que visa abrir espaço para os cidadãos que queiram validar os conhecimentos adquiridos por outros meios que não seja o ensino presencial. Foi assim que as autoridades da Educação decidiram criar este tipo de avaliação em 2004.

Com a introdução do ensinoà distância, Jafete Mabote acredita que os níveis de aprovação irão melhorar, actualmente se situam na ordem dos 60 por cento, quando comparada aos examinandos externos que anda à volta de 20 por cento de aprovações por ano.

MINED com nova ferramenta

para avaliação nas escolas

O Ministério da Educação adquiriu uma Optical Machine Reader (OMR), máquina de leitura ópticadestinada à correcção de exames da 12ª classe, podendo futuramente servir para o mesmo fim na 10ª classe. A mesma opera na forma de scanner e está avaliada em um milhão de randes. Actualmente é usada para a correcção dos exames extraordinários, de admissão para o curso de professores e do ensino técnico médio.

A OMR tem capacidade de leitura de 26 mil provas em dois dias, qualquer coisa como 800 exames por hora, conforme explicação do Chefe de Departamento, Horácio Muida.

O nosso entrevistado referiu que a máquina de correcção é também usada na correcção intermédia dos exames normais da 12ª classe com o objectivo de facultar, ao sistema, dados sobre o grau de aproveitamento em cada disciplina.

O Ministério da Educação já optou pela aquisição de mais máquinas para que a correcção ser feita por província, para mais tarde serem enviados para um software ao nível central.

O sector da educação perspectiva que até 2014 todas as províncias tenham uma máquina deste tipo, por ora existem nas províncias de Niassa, Nampula, Zambézia, Sofala, Inhambane e na sede no Maputo. 

Jaime Cumbana

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