Moçambique está a viver, nos últimos dias, momentos difíceis devido às cheias e inundações que afectam severamente as regiões Sul e Centro. Dados disponíveis indicam que, na presente época chuvosa, ultrapassou-se os danos verificados em 1977 e em 2000, quando o país foi devastado por enxurradas.
As estatísticas apontam para cerca de 600 mil pessoas afectadas, o correspondente a mais de 130 mil famílias, número que poderá aumentar nos próximos dias, por ainda estarmos na época chuvosa, associada às descargas dos países vizinhos à montante.
Na presente época chuvosa houve situações graves, na medida em que, por exemplo, todas as bacias hidrográficas das regiões Centro e Sul registaram incrementos nos níveis de alerta, com destaque para os rios Umbelúzi, Incomáti, Limpopo, Save e Búzi. Por exemplo, a bacia hidrográfica do Limpopo registou uma elevação significativa dos níveis hidrométricos, atingindo cerca de três metros de altura, com impactos negativos nas zonas baixas de Chókwè, Guijá, Chibuto, Sicacate e cidade de Xai-Xai, na província de Gaza.
As cheias causaram a morte de cerca de 150 pessoas, milhares de casas submersas, estradas cortadas, escolas danificadas e campos agrícolas perdidos. Para fazer face à situação, o Governo accionou as instituições competentes, designadamente o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) e o Instituto Nacional de Gestão e Redução dos Riscos de Desastres (INGD), definindo como prioridade salvar a vida das pessoas.
O Presidente da República, Daniel Chapo, orientou a criação de uma Sala de Operações de Emergência na Presidência da República para assegurar o acompanhamento permanente da situação de calamidade, reforçando a coordenação interinstitucional e a resposta às populações afectadas.
Até sexta-feira tinham sido resgatadas 19.254 pessoas, sendo 11.693 na província de Maputo, onde se destacam os distritos de Boane com 8644 e Manhiça com 1.954. Na província de Gaza, foram resgatadas 7561 pessoas, com maior incidência nos distritos de Guijá com 6919 e Chókwè com 528. . Leia mais…



