A produção nacional do açúcar aumentou em dois por cento em 2012, tendo a sua exportação crescido 60 por cento, factor que contribuiu para a melhoria da balança de pagamentos do país em cerca de 140 milhões de dólares norte-americanos.
Num encontro promovido pela Confederação das Associações Económicas (CTA) subordinado a tema “Estágio da Agricultura em Moçambique: Oportunidades e Desafios”, foi ainda dado a conhecer que as exportações da castanha e amêndoa de caju aumentaram de 26 milhões de dólares norte-americanos, em 2010, para 73 milhões em 2012, enquanto a produção da mandioca passou de 5.7 milhões de toneladas, em 2010, para mais de seis milhões de toneladas em 2012.
Intervindo na ocasião, o presidente da CTA, Rogério Manuel, disse que o encontro visava “trazer uma reflexão conjunta sobre a situação do sector agrícola em Moçambique e, tendo em conta a sua importância económica e social, evitar que este sector seja ofuscado e colocado em segundo plano em detrimento da corrida aos recursos naturais”.
“Queremos igualmente contribuir para que os pequenos e médios operadores agrícolas tenham a possibilidade de crescer e se desenvolver, avançando propostas concretas sobre as reformas que propiciam o desenvolvimento do agro-negócio no contexto actual do “boom” dos recursos naturais”, frisou Rogério Manuel.
Por sua vez, o vice-ministro da Agricultura, António Limbau, referiu que “a nossa política tem em vista o relançamento da produção e da produtividade, do agro-processamento e da comercialização agrária, estimulando o crescimento de produtores orientados ao mercado”.
A materialização deste pressuposto, segundo sustentou o governante “passa necessariamente pela melhoria das tecnologias de produção e da produtividade, assim como pelo maior acesso e uso de insumos melhorados, provisão de infra-estruturas básicas e maior acesso ao financiamento pelos operadores de agro-negócios”.
“O principal enfoque é tornar o pequeno produtor, aquele produtor de subsistência, num produtor comercial, que resolva o problema da disponibilidade de acesso à produção para ela mesma como família, mas também a questão de poder entrar na cadeia de agro-negócio”, finalizou António Limbau.
Benjamim Wilson



