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BELEZA: Unhas artificiais uma febre das mulheres

Por admin
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A melhor maquilhagem para a mulher é a paixão. Mas cosméticos são mais fáceis de comprar… incluindo unhas artificiais. Mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e 50 anos, visitam salões de beleza e manicures espalhados em diversas artérias das cidades do país com o objectivo de aumentar alguns centímetros às suas unhas naturais e dar aquele toque especial às mãos. Dizem que é chique. É coisa de outra “galáxia”.

As postiças são usadas por mulheres que gostam de unhas compridas, mas não conseguem deixá-las crescer porque são fracas e quebram-se, ora porque têm o mau hábito de roê-las. Ou ainda por aquelas que desejam unhas bonitas por um longo período mas não têm tempo de estar constantemente no salão ou pintar as unhas naturais em casa. 

domingoconversou com alguns manicures, os responsáveis em colar as postiças, que segundo dizem podem viciar a quem as usa e tornarem-se indispensáveis no dia-a-dia. Uns trabalham em salões e outros são ambulantes e fazem todo o processo a céu aberto pelas ruas da Cidade e pelos bairros circunvizinhos. Para ambos casos há clientela.

Francisca Matavél, 23 anos de idade, é manicure. Exerce este trabalho desde 2014. Frequentemente é solicitada por mulheres que lidam constantemente com o público e desejam passar uma boa imagem.

Devido a correria do trabalho é difícil para muitas mulheres cuidarem de suas unhas em casa. Por conta disso, muitas delas recorrem as postiças pois são mais duradouras, e durante duas semanas a preocupação com as mãos deixa de existir”, disse.

A jovem chega a receber semanalmente mais de 10 clientes e cobra, apenas com a implantação das unhas, 500 meticais. Os outros detalhes como pintura, enfeites, entre outros toques, têm igualmente o seu preço.

Francisca começou a exercer esta actividade por mero acaso. Estudava de noite e de dia nada fazia. Maria, sua irmã mais velha, convidou-a para integrar a equipa de manicure. O resultado foi positivo. A jovem conseguiu encaixar-se. “No início não gostava deste trabalho. Achava difícil e considerava-me incapaz de “puxar a bola”. Mas tudo mudou e hoje faço com muito amor”, salientou. “As nossas unhas são um “cartão-de-visita”. Uma mulher que tem a unha bem cuidada causa boa impressão. Além do mais a unha artificial dá um charme a mulher vaidosa e requintada, que não consegue ter unha natural longa”, quem assim o diz é Mércia Chissano, manicure há quatro anos.

 

A jovem, que usa as redes sócias para divulgar os seus trabalhos, começou a trabalhar com unhas por falta de oportunidade de emprego. Comprou equipamento e lançou-se no mundo das unhas. Deu-se bem e confessa: não estou arrependida.

Mércia compra o seu material de trabalho na África do Sul e em alguns mercados moçambicanos. Semanalmente recebe em média 30 clientes.

As duas manicures destacam que o segredo para ter uma unha artificial bem-feita depende do material, constituído pelas unhas artificiais, cola específica para unhas, alicate de unhas, limas, umas para tirar a oleosidade, moldar e outras para dar o brilho.

Precisa-se igualmente de uma massa feita com base na mistura de um pó e liquido acrílico, responsáveis pela forma natural que a unha postiça aparenta ter. No fim usa-se a base de vidro que dá o brilho final.

O trabalho leva geralmente uma hora. Mas quando se precisa de mais detalhes é possível levar mais tempo no salão. No entanto, o momento crucial para a perfeição do trabalho consiste na forma como se faz a colagem da unha artificial. É a partir deste processo que se garante que a esta tenha maior consistência e durabilidade”, destacou Mércia.

Há vários tipos de unhas postiças para atender à demanda. Existem unhas em plástico ou acrílico, gel, porcelana,acrigel, fibra de vidro. Cá entre nós os mais conhecidos e usados são os acrílicos, vidro, francesinhas, gel.

Segundo consta, às segundas e sextas-feiras há muita afluência de clientes. Umas querem estar com as “mãos de fadas” ao final de semana e outras porque desejam apresentarem-se bem em seus locais de trabalho.

HOMENS ENVOLVIDOS

Esta actividade não é exclusiva às mulheres. Em Maputo, por exemplo, vários homens lidam com o trabalho de cuidar das unhas, sobretudo, em ruas e barracas montadas nas bermas das estradas.

domingo conversou com alguns destes profissionais ambulantes, os quais contam que o seu negócio também flui. Os seus preços variam de 150 a 300 meticais contrários aos 400 a 1000 meticais cobrados nos salões.Egas Alberto tem 24 anos. Há nove anos é manicuro. Avança que as jovens são as que mais procuram por seus trabalhos sobretudo as sextas-feiras e sábados. “Há muita mulher que vem colocar unhas connosco. Outras já estão viciadas e não se sentem bem sem as mesmas”, disse.

VAIDADE ARRISCADA

Ter uma unha impecável é bom. No entanto, precisa-se ter em conta que o uso abusivo da postiça pode fazer mal à unha natural. O ideal é colar as postiças esporadicamente e por curtos períodos de tempo.No entanto, a forma como são cuidadas e tiradas determina muito.

Segundo os nossos interlocutores, quando mal colocada, a unha postiça pode ser um veículo para a proliferação de fungos e bactérias. Os pequenos espaços deixados entre uma camada e outra acumulam água e favorecem as micoses.

Estas infecções podem ser virais, bacterianas ou fúngicas e é preciso preveni-las para evitar danos, por vezes, irreversíveis, para as unhas. Para evitá-las, não se deve manter o mesmo verniz ou gel durante muito tempo, pois durante esse período, não sabe o que passa por baixo daquela camada de cor.

Para quem deseja ficar um mês com as postiças precisa sempre fazer a manutenção pois evita que entre ar, água ou sujidade na unha natural evitando assim o surgimento de fungos. O intervalo de manutenção depende da velocidade de crescimento da unha. Normalmente, ela é feita a cada 15 ou 20 dias.

Maria de Lurdes Cossa

 

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