Que fosse do nosso conhecimento, ao pato dá-se um único golpe, separando a cabeça do resto do corpo. Nunca entendemos a razão, mas também nunca a procurámos. Em Pequim, o patochega à mesa com a cabeça artisticamente ainda ligada ao corpo. Aliás, ao esqueleto, já que a carne divorciada dos ossos que a sustentavam, está em terinas de porcelana ou de outros materiais. Não se consegue encontrar um único osso maltratado e ainda este não era o pato a Pequim, mas igual nunca antes nossos paladares experimentaram, como nunca tinham imaginado que os serviços de massagens se ofereciam na rua. É perfeitamente normal ser interpelado (geralmente à noite), por mulheres(na maioria dos casos) e homens oferecendo serviços de massagens de trinta em trinta metros, sobretudo nas proximidades dos hotéis, que aí abundam os cansados das reuniões, de negócios ou de política, ou de passeios pelos lugares de adoração, de que Pequim é singular depositário, precisados de relaxamento.
Mas também lá estão as casas profissionais, que para os turistas, fáceis de identificar, os preços são outros, mas tudo negociável, que não faz jeito deles sair sem ganhar nada numa negociação.
Um dos nossos meteu-se numa dessas casas profissionais para a massagem dos pés. Diz fazer sempre que pode. Pagou USD17,6, cerca de 1250,00mt. e o trabalho não consumiu hora.
À saída da clínica de massagem descobre uma barbearia e toca a avisar a malta que para lá se fazem louca correria, que aquilo pode fechar a qualquer momento. A conversa foi difícil, se é que existiu. É que ali só se safa, na maioria dos casos, quem entende o mandarim. Mas na verdade estavam a dizer que desses cabelos não tratamos muito menos de barbas. Procurem por outras casas.
Não é preciso fazer esforço para descobrir uma barbearia que resolva o problema: basta ir à “cidade” das chancelarias (as embaixadas ficam todas na mesma zona. É fácil o controlo) e aí encontras barbearias com profissionais de muitos cantos. O marroquino, um rapaz bastante Professional e simpático, diz cuidar da maior parte dos diplomatas africanos, ocidentais e europeus. O salão tem três homens e uma mulher, mas apenas o salão é que é comum: a caixa de cada barbeiro é o seu bolso. Para fazer a barba são 50RMB(cerca de USD8).Fica pertinho da Embaixada de Moçambique e de muitas outras e também da loja dos diplomatas. Se isso ainda é prática no mundo? Pois é. Em Pequim existem lojas para os diplomatas, que é gente de outra fina, de caviar como entradas para um comer de verdade. No entanto, podem, os diplomatas, fazer as suas compras, e com vantagens, noutras lojas, nos vários supermercados, onde podem regatear o preço de determinado produto, depois de trocarem os seus dólares em um dos vários quiosques da cidade. Quiosques muito simples e de contacto directo com o dono e a qualquer hora do dia. Não há grandes, nem separadores de vidros grossos e aqueles pratos metálicos onde depositas e recebes o dinheiro. Ali é tudo livre e não há nenhum medo.
Isto é demonstrativo do nível de segurança da cidade. Aliás, a segurança é pedra de toque.Está pelas ruas, pelas esquinas, toda ela sorridente e simpática e disposta a ajudar naquilo que pode com o melindre da língua.
Outro aspecto interessante em termos de segurança, é que não se ouvem sirens, não se tem motorizadas nas escoltas das individualidades. A cada entrocamento, a cada ramal está um agente de segurança com a sua viatura ou moto para facilitar o movimento de tal escolta e tudo com uma precisão milimétrica.
E por falar em língua, China está cada vez mais a acreditar que num futuro não muito distante muito vai se tornar na grande potência mundial, provavelmente daí dizer-se que no seu sistema escolar vai introduzir o ensino da língua inglesa como forma de se preparar para lidar como futuro de uma maneira sólida, em termos de comunicação. Não é fácil encontrar trabalhadores que falem inglês em restaurantes ou em supermercados, sendo que as negociações são feitas via calculadora: o vendedor escreve o valor do produto e o comprador faz a sua contraproposta até o vendedor fazer um gesto de cabeça combinado com um dos ombros de quem se conforma com o valor que o comprador está disposto a pagar. Mas isto passa-se em muitas partes do mundo.
Depois de uma refeição farta, alguém disse para o seu companheiro de lado o seguinte: não sei o que lhe vou server em Moçambique.
O chinês disse: eu como tudo.



