
O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou semana finda que as pesquisas estão erradas e que os meios de comunicação fazem parte de um plano para viciar as eleições, mas acrescentou que acredita em sua vitória no dia 8 de novembro.
" (Os veículos de imprensa) estão apresentando pesquisas falsas que têm grande peso dos democratas (…), como a pesquisa da 'ABC' que acaba de sair. Totalmente falsa. Mas nas pesquisas que vêm sendo rigorosas durante anos, estamos ganhando", opinou o magnata.
Trump afirmou que está em vantagem sobre sua rival democrata, Hillary Clinton, na Flórida, em Iowa, Ohio e outros estados-chave ('swingstates'), o que lhe dará a vitória nas eleições, apesar de alegar que "jornais e emissoras" fazem parte de um plano para evitar que ele chegue à Casa Branca.
Na pesquisa da emissora "ABC News", mencionada pelo magnata e divulgada no passado domingo, Hillary estava com uma vantagem de 12 pontos (50 por cento contra 38 por cento do empresário).
A vantagem da ex-secretária de Estado aumenta para até 20 pontos entre as mulheres e se situa dentro da margem de erro entre homens e entre eleitores de raça branca.
Apesar de não acreditar nas pesquisas, Trump compartilha os poucos levantamentos que o colocam à frente de Hillary e repercutiu no Twitter os números da Rassmusen Reports, que lhe dão uma leve vantagem nas intenções de voto em nível nacional.
Segundo a pesquisa da Rassmusen divulgada na passada segunda-feira, o bilionário conta com 43 por cento das intenções de voto, contra 41 por cento de Hillary, dentro da margem de erro de 2,5 por cento, o que na prática representa um empate técnico.
A pesquisa foi realizada nos dias 19 e 20 de outubro com 1.500 eleitores que têm a intenção de votar.
Outra pesquisa divulgada por Investor's Business Daily/Techno Metrica Market Intelligence Tracking Poll apresenta um empate de 42 por cento entre Hillary e Trump se não são levados em conta outros candidatos de partidos minoritários.
Esse levantamento, que entrevistou 815 prováveis eleitores entre os dias 18 e 23 de outubro, tem margem de erro de 3,6 por cento e o instituto de pesquisa responsável foi considerado o mais confiável nas eleições presidenciais de 2012.
No entanto, a média das pesquisas que o site "Real Clear Politics" realiza dá a ex-secretária de Estado uma vantagem de seis pontos sobre Trump, que não chega a 40 por cento das intenções de voto se são levados em conta os candidatos de formações independentes, liderados pelo Partido Libertário e o Verde.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira (26) e conduzida entre 20 e 24 de outubro revelou que 41 por cento dos republicanos acham que Hillary vencerá as eleições de 8 de novembro, ante 40 por cento que escolheram Trump.
Os números reflectem uma queda acentuada na confiança em relação ao mês passado, quando 58 por cento dos republicanos disseram que pensavam que o candidato de seu partido venceria, ante 23 por cento que esperavam uma vitória de Hillary.
Dentre os apoiantes de Trump, 49 por cento disseram na pesquisa mais recente que acreditavam que Trump venceria, uma queda em relação aos 67 por cento que sentiam o mesmo no começo do mês.
Apesar do crescente pessimismo, Trump, que está atrás de Hillary nas pesquisas de opinião nacionais, ainda conta com grande apoio dos membros de seu partido. Cerca de 79 por cento dos prováveis eleitores republicanos disseram que votarão nele.
Muitos disseram que seu apoio se fundamentava na expectativa de que ele promoveria uma agenda conservadora no Congresso e nomearia juristas conservadores ao Supremo Tribunal.



