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Reserva moral da Frelimo reuniu-se para discutir o futuro

Por admin
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Os combatentes da Luta de Libertação Nacional estiveram reunidos este fim-de-semana, para tomar pulso da actual situação política e económica do país e reafirmar a inquebrantável vontade férrea de não deixar cair o país que libertaram sob quaisquer pretextos.

Para isso, na qualidade de reserva moral do partido ora no poder, puseram-se a analisar de forma crítica todos os contornos por que Moçambique está a passar e reafirmaram que a Paz, Unidade Nacional e o Progresso do país, não devem ser adiados, pelo que o Governo deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para remover os obstáculos que se impõem contra a vontade popular.

Marcada pela autoapresentação do seu presidente do Comité Nacional, o actual Presidente da Frelimo e da República, Filipe Jacinto Nyusi, a IV sessão da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional ficou contagiada pela frontalidade, factualidade e uma grande dose de humildade do seu timoneiro.

“Estou perante os meus chefes, quer sejam os anteriores presidentes desta agremiação, que foram cumulativamente presidentes do nosso partido e da República, quer seja a direcção da ACCLIN, na pessoa do seu Secretário-geral. Considero-os meus chefes, já que na Frelimo não usamos o termo tio ou mais velho” – disse Filipe Nyusi, que acrescentou: “Sou o continuador que quando os camaradas chefes pegaram em armas para a epopeia libertária estava no auge, ainda era de menor idade, mas a vossa visão programou o futuro que é hoje e que não deve ser posto em causa”.

Filipe Nyusi disse ainda que a reunião da ACCLIN, se realizava num momento, particularmente importante da nossa história, onde vários desafios se colocam no caminho do processo de emancipação económica e conquista do bem-estar e tal como aconteceu com o Comité Central da Frelimo a ocasião deter-se-ia a analisar a actual situação do país, com destaque para a Paz e Segurança, bem como o desempenho do Governo.

“O debate sobre a paz que ajudamos a construir, sobre a economia do país de que iremo-nos dedicar, demonstram a importância que o combatente dispensa ao processo de desenvolvimento do país. A Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional hoje, tal como no passado, com os seus feitos inigualáveis e a infindável capacidade de superação vai ser o motor e a inspiração que necessitamos para a busca de soluções que nos permitam sair triunfantes perante os desafios da actualidade”, disse o Presidente.

O presidente da ACCLIN afirmou ainda que inspirados no espírito dos Combatentes que levaram o povo à liberdade, era imperioso manter a vontade e o compromisso de continuar a luta por um Moçambique unido e melhor.

Há tentativas de sequestrar

o sonho do povo moçambicano

A vitória do combatente foi descrita pelo Presidente da Frelimo como de todo o povo moçambicano, conseguida com o hastear da bandeira nacional no dia 25 de Junho de 1975, dia da nossa Independência.

No entanto, Filipe Nyusi diz que hoje, contra todos os nossos princípios, como nação, Moçambique, a obra-prima que ajudamos a construir, está a atravessar momentos difíceis, com grandes desafios que requerem a acção de todos os moçambicanos, unidos e concentrados na busca de soluções efectivas e sustentáveis.

Por um lado, mencionou a seca e a estiagem que vêm exacerbar os momentos menos favoráveis da nossa economia, numa conjuntura regional e internacional de muitas atribulações e, por outro, as incursões da Renamo armada, contra alvos civis e militares criando perturbação ao ambiente de Paz e Segurança, constrangendo o crescimento e desenvolvimento económico.

“O recurso à destruição e o culto à anarquia demonstra um comportamento de não cometimento com o bem colectivo. Observa-se uma tentativa de sequestro do sonho de um povo que se quer livre e em progresso, através da sua própria acção”.

Como foi sempre característica da nossa FRELIMO, orientamos ao Governo no sentido de prosseguir com esforços de diálogo como a principal via para a construção da paz, disse Nyusi, para mais adiante concluir:

“É por isso que o nosso governo tem estado a fazer tudo o que está ao seu alcance para o resgate da paz efectiva e duradoura, mantendo contactos com vários intervenientes nacionais e estrangeiros. Destacamos aqui, os encontros mantidos com as lideranças dos partidos políticos, sociedade civil, académicos, líderes religiosos, órgãos de comunicação social e outras forças relevantes. Este é o compromisso que assumimos inspirados e empenhados em manter o legado do combatente. É no espírito guerreiro dos libertadores, bravura, coragem, tenacidade e perseverança que nos inspiramos para compreender que não é necessariamente de força física ou militar que precisamos para encontrar a solução ao desafio da paz efectiva”, disse o Presidente.

Para Nyusi, a maior força virá, precisamente, da conjugação da nossa inteligência, criatividade e habilidade de buscar soluções para restabelecer a paz e com ela a nossa caminhada rumo ao progresso e bem-estar.

“Nós, os moçambicanos, somos os mais indicados para superarmos as nossas diferenças, construirmos consensos e chegarmos a um entendimento para a paz, harmonia e bem-estar social. Na Frelimo não se descriminam ideias”, elucidou.

O Presidente da ACCLINabriu assim as portas para deixar livres os participantes, para que se colocassem, mais uma vez, na vanguarda da luta pela independência económica.

Tal facto, segundo justificou, deve-se à dimensão dos desafios que na sua opinião exigem que a Associação seja mais proactiva e dinâmica no aproveitamento das oportunidades existentes e manter-se relevante no cenário socioeconómico do país.

“O combatente deve dar o seu exemplo, que com frontalidade se discute na FRELIMO. Apontam-se soluções, não se descriminam ideias, a liberdade na diversidade não significa simples alistamento das lamentações. A Direcção da FRELIMO e eu próprio, estamos sempre abertos a discutir assuntos de interesse colectivo, porque compreendemos que desta forma ela se tornará sustentável e sobreviverá em todos os tempos”, disse Nyusi.

Orçamento para 2016

A ACCLIN prevê para o exercício do ano corrente um aumento em 5% do subsídio mensal, em relação ao ano transacto, apesar de reconhecer que ainda está aquém do desejável e, por isso, não cobre a totalidade das necessidades orçamentais das províncias e da sua sede nacional.

Conforme a tabela a que o domingo teve acesso, depois do Secretariado do Comité Nacional e a cidade de Maputo, que ambos consomem 413.774, 03 MT de valor medio mensal, temos o secretariado da província do Niassa, que chama a si, um montante de 53.630.19, MT, seguida de Cabo Delgado, com 45. 372.46 Meticais.

A província de Gaza tem para si orçamentado um valor de 43.290, 44 MT e o secretariado da província de Maputo vai ter 42.815,43 Meticais, enquanto a Zambézia fica contemplada com 41.775,68 Meticais.

Manica vai funcionar em 2016 com 40.059, 26 mil de Meticais e abaixo dos 40 mil estão Tete, com 38.732,04 MT, Inhambane com 37.387, 35 MT, Sofala com 34.747, 49 MT e Nampula 32.313, 10 Meticais.

Texto de Pedro Nacuo

Fotos de Jerónimo Muianga

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