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Renamo intimida familiares dos guerrilheiros que abandonam quartéis

Por admin
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As chefias militares da guarda da Renamo estão a desencadear um cerco cerrado em todos os quartéis onde estão aquartelados os seus guerrilheiros tendo em vista a impedir a saída dos que pretendem se entregar às autoridades governamentais, segundo revelou o capitão Pita Bayera Alberto, um dos homens armados que abandonou Santundjira e se entregou quinta-feira última em Maputo.

Pita Bayera que falava na companhia de outros três companheiros descreveu de desumano a vida a que estão sujeitos os seus colegas que ainda permanecem aquartelados e guarnecidos a sete chaves.

Segundo explicou qualquer tentativa de fuga, quando descoberta a pessoa é submetida a torturas que se estendem à sua família que é ameaçada de morte, havendo casos de pessoas que já passaram por isso.

Para ele e seu grupo escapulirem-se do sistema de segurança montado, Bayera, 59 anos de idade diz que saíram à calada da noite e em extremos diferentes para não despertar as atenções da guarda tendo-se se juntado percorridos cerca de três quilómetros.

A outra questão que desencoraja a saída dos homens segundo aquele guerrilheiro è a revista que são submetidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM) quando se dirigem às capitais provinciais para se entregar às autoridades.

A nossa fonte contou ainda haver grupos de guerrilheiros que voltaram no caminho por temer a revista da PRM, mas que ao em vez de regressar aos quartéis andam à deriva e ou voltam para as suas residências.

Num outro momento, Bayera afirmou que nos quartéis a chefia militar tem estado a disseminar mensagens contraditórias dizendo que aqueles que desertaram e se entregarem às autoridades foram levados para as cadeias.

Contrariando o discurso das chefias, a nossa fonte diz ter acreditado nas mensagens passadas na Rádio segundo as quais o Governo está aberto a receber qualquer que seja o cidadão que queira abandonar as matas e passar a vida civil ou ser integrado nas forças de defesa e segurança.

Por seu turno, Fátima Raísse Mago que também diz ostentar a patente de capitão afirmou que as condições nos quartéis são desumanas e com agravante de haver promessas falsas como por exemplo, a constituição de um governo da Renamo.

Entretanto, Horácio Massangaie, porta-voz do Ministério dos Combatentes garantiu que todos os guerrilheiros que se entregam o fazem a luz do Acordo de Cessação das Hostilidades e beneficiam de todos os direitos estabelecidos no âmbito da assistência social, como por exemplo, o Fundo da Paz, entre outras acções, sendo que desde Outubro já se entregaram mais de 200 guerrilheiros da Renamo.

Refira-se que no mesmo dia se entregaram Alberto Manejo, 50 anos de idade, com a patente de Sargento e o tenente Jorge Matarala, 57 anos, ambos oriundos de Gorongosa, onde aguardavam pelo anúncio do governo da Renamo.

 

 

  

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