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Sucessão na FRELIMO: Guebuza sempre teve razão

Por admin
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Nos dias que correm, os diversos espaços públicos de debate nacional têm as suas Lanternas e Holofotes virados para os candidatos à candidato, anunciados recentemente pela Comissão Política da Frelimo. O debate vem a confirmar a nossa tese, segundo a qual a pressão para indicação do candidato por parte de forças externas à Frelimo, visava exactamente o que estamos a assistir, assassinar o carácter de altos quadros da nação e do partido.

Algumas perguntas: por que é que alguns analistas por exemplo concordariam com os candidatos da Frelimo se estes sempre se mostraram contra o partido e o governo? Por que é que os analistas debatem os candidatos da Frelimo e não se preocupam com os dos outros partidos? Será por saberem que o candidato do MDM é o omnipotente Daviz Simango? Será por saberem que na RENAMO não haverá outro candidato senão o líder em parte “incerta”? Por que é que acham que a Frelimo devia ter em conta os vossos comentários? Por que é que acham que os candidatos à candidato da Frelimo deviam ser outros e não estes? Podia arrolar uma série de perguntas para perceber a vossa intransigência em relação às decisões da Frelimo e do governo.

Não creio, e isso é básico em política, que a manutenção de um partido no poder depende dos conselhos e opiniões de quem todos dias investe energias para denigrir a imagem deste. Não creio que possamos olhar sem “desconfiança” para este Lobo que nos mostra dentes quando diante dos nossos olhos, pois ele espera a nossa distracção para atacar. Não creio que os candidatos da Frelimo sejam menos honestos que Salomão Moyane, uma figura que é protegida pela hipocrisia de muitos de nós, que apesar de sabermos dos seus métodos pouco elegantes de trabalho com pessoas e instituições, continuamos a enaltecê-lo como se de visionário se tratasse. Não creio que este senhor seja melhor gestor que os candidatos apresentados pela Frelimo, com experiência comprovada diferentemente deste senhor que mal paga os ordenados dos seus jornalistas. Estávamos perante um exemplo, de que este senhor, a semelhança de alguns, se mostra apressados a vilipendiar os outros, mas não é capaz de cumprir com seus deveres enquanto cidadão e “patrão”.

O debate sobre os nomes avançados pela Frelimo ainda está no campo de argumento falacioso do tipo ataque pessoal, e importa referir que, estes argumentos falaciosos podem ter validade emocional, íntima, psicológica, mas não validade lógica por motivos óbvios. E quem os usa para criticar as escolhas preliminares da Frelimo não o faz porque quer uma boa prestação deste partido, antes pelo contrário.

Os três nomes que aparecem agora são uma surpresa para aqueles que achavam que podiam influenciar escolhas dentro da Frelimo, mesmo estando fora deste partido. São estas pessoas usadas por pessoas não honestas para encomendar opiniões como se de salgados ou outras iguarias se tratasse.

 Estes nomes, trazem uma inovação dentro do paradigma político nacional no que à gestão do topo do estado diz respeito, pois, nenhuma destas pessoas é do sul e isso mata por completo a tese de que o poder deste partido só com pessoas do sul. Estas escolhas, preliminares, trazem mudança pois temos uma geração de não-libertadores, não da geração de 7 de Setembro. Portanto, há aqui a falência do Argumentum ad antiquitatem ou seja apelo à antiguidade, umargumento falacioso que está a ser usado para dizer que estes são novos para serem candidatos.

Guebuza sempre teve razão e honrou o seu compromisso

Vários jornais venderam capas às custas do presidente Guebuza, acusando-o de estar a preparar a sua perpetuação no poder, construindo até teses e alegadas lógicas de raciocínio que hoje foram desconstruídas. Vimos um presidente sempre cauteloso e firme afirmando que não iria continuar no poder mesmo perante pressão de várias pessoas.

Vimos a primeira-dama, Maria da Luz, pessoa de um esforço e carácter humanitário singular, a dizer as câmaras da STV que ela e o marido iriam descansar. E ela afastou a hipótese de se candidatar a sucessão do marido. "Eu disse noutras ocasiões que sou um homem de palavra e ser homem de palavra significa que eu jurei a Constituição e eu respeito essa mesma Constituição. Portanto, eu trabalho para resolver os problemas que existem no país, hoje, completamente ciente de que terminarei com o meu mandato e depois os outros vão continuar a fazer correr ainda mais Moçambique para a frente", afirmou Armando Guebuza, em entrevista ao canal público Televisão de Moçambique (TVM).

Mesmo assim, os ataques não cessaram, visando única e exclusivamente impor escolhas aos órgãos da Frelimo. Até nomes de pessoas cuja personalidade sofreu desgaste em tempos quando estavam no poder foram resgatados e santificados no altar da hipocrisia, para orientar o sentido das escolhas para sucessão.

Hoje, envergonhados e cabisbaixos, duvido que tenham coragem de dizer o que diziam. Duvido que hoje possam ter coragem de dizer que o chefe do estado moçambicano Armando Guebuza está a criar condições para alteração da ordem constitucional; duvido que hoje tenham coragem, de revisitar as vossas entrevistas e artigos onde defenderam com unhas e garras que não haveria eleições em Moçambique; duvido que tenham coragem de se lembrar que aceitaram ordenados, viagens, palestras, entre outros, para elaborarem esta “ideia” da perpetuação de Guebuza no poder; duvido que hoje possam resgatar os cálculos percentuais do “cidadão atento” que dizia numa das publicações da praça que Maria da Luz tinha 50% de possibilidades de suceder Armando Guebuza e que José Pacheco tinha 30%. Aqui o “cidadão atendo” mostrou ser um santuário de distracção.

Sim o chefe do estado sempre teve razão, aliás, o que todos vocês fariam no lugar dele. Não abandonariam o poder e acham que ele também seria assim. E hoje, mudaram de alvo, as teses estão a ser cozinhadas para desvalorizar no mercado político nacional, a imagem dos candidatos a candidato indicados pela Frelimo. E assim vai se fazendo o círculo vicioso.

Deixar a Frelimo escolher

Como se pode avaliar o candidato à candidato de um partido quando nós não fazemos parte deste partido? É preciso deixar a Frelimo fazer as suas escolhas, aliás, esta ciente de que esta não é a vontade de outras pessoas a não ser dos seus membros e ela vai se concentrar no seus membros e nos seus órgãos.

A sucessão foi assegurada apesar de falsas profecias sobre a não realização de eleições e a alegada perpetuação do chefe do estado no poder e não seria agora que as leituras alheias podiam abalar as escolhas da Frelimo.

É preciso deixar a Frelimo e seus membros fazerem as suas escolhas, aliás, cada um dos partidos, grupos de partidos e/ou grupos de cidadãos podem seguir este exemplo, eleger e não nomear candidatos para concorrer as eleições.

A democracia dentro da Frelimo é um facto e todos sabemos disso, mas isso, como em qualquer parte do mundo, não significa indiferença dos membros e dos órgãos sociais do partido em relação a este ou aquele candidato. A direcção do partido não é vedada a liberdade de escolhas deste ou aquele, pois esta é constituída por membros também. As escolhas e preferências da direcção decorrem sim do exercício de liberdade dentro do grupo, da mesma forma que os demais membros e órgãos do partido são livres de fazer escolhas e com recurso a voto, iremos ter o candidato da Frelimo.

A Frelimo tem o mérito de ser um objecto de estudo completo, onde as pessoas entram e encontram teses em debate. Quer dizer a Frelimo não pode ser analisada de forma comparativa com os outros. Nunca e jamais ninguém pode dizer por exemplo, que a Frelimo devia ser mais democrática que a RENAMO ou MDM, por que nós sabemos que é um facto que a Frelimo é uma escola de democracia. Enquanto na RENAMO e no MDM já sabemos quem será o candidato, na Frelimo temos vários nomes e quadros todos com capacidade para gerir a nação que devem ser escrutinados. Portanto dou razão aos que tem a sua reflexão orientada para Frelimo é que neste país apenas este partido é digno de análise cientificamente válida e precisa.

Dentro desta lógica de orientação, podemos sim deixar que a liberdade, a democracia, que orienta as vontades dos membros da Frelimo, serão determinantes para a escolha final dos candidatos e é normal que algumas pessoas não concordem, mas da mesma forma como alguém acha que deve negar é da mesma forma que temos alguém que acha que deve aceitar. Há portanto aqui uma correlação é por isso que existências as palavras concordar e descordar, uma não existe sem a outra.

PS: Por que é que aquele nome aparece sempre limpo nas análises do “cidadão atento”? Será que o cidadão atento quer ditar as regras dentro da Frelimo? Estranha coincidência o cidadão atendo devia saber que não somos distraídos.

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