
Os jornalistas deste semanário escolheram a pessoa de Papa Francisco como figura internacional de 2013. O que faz o papa tão importante é a velocidade com que ele capturou a imaginação de milhões de pessoas que haviam desistido totalmente da igreja.
Pesou, também, para a escolha do sumo pontífice, o facto de ele liderar mais de mil duzentos milhões de pessoas no mundo, o número de fiéis que compõem actualmente a igreja católica, e que equivale à sexta parte da população mundial.
O argentino “abraçou os meios de comunicação sociais com o uso regular do Twitter para dar conselhos” a seus milhões de seguidores e foi o primeiro Papa a deixar-se fotografar ao estilo “selfie”, cuja tradução ao espanhol consistiria em ser fotografado com uma ou mais pessoas com um dispositivo móvel.
O Papa que tem compaixão pelos mais pobres, revalorizou o papel da mulher e está, paulatinamente, introduzindo reformar na igreja católica.
O Papa Francisco sucedeu o Papa Bento XVI, que abdicou de seu papado em fevereiro. É o primeiro Papa nascido no continente americano, ligado a sectores católicos conservadores.
É contrário ao aborto, à eutanásia e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. De hábitos simples, o pontífice é visto como o responsável por ter mudado a mensagem da igreja Católica em prol do perdão em vez da condenação.
O que faz o papa tão importante é a velocidade com que ele capturou a imaginação de milhões de pessoas que tinham desistido totalmente da igreja.
Nascido em Buenos Aires, capital da Argentina, em 17 de dezembro de 1936, Jorge Mario Bergoglio estudou Farmácia em sua adolescência antes de despertar sua vocação para a vida religiosa. Cursou o seminário em Villa Devoto e entrou para a Companhia de Jesus aos 19 anos de idade. Estudou Teologia e Filosofia na Universidade de San Miguel simultaneamente à sua ordenação como padre.
Jorge Mario Bergoglio dividiu seu tempo entre vida religiosa e académica. Foi reitor da Faculdade de San Miguel por seis anos e recebeu o título de Doutor na Alemanha. Em 1992, foi nomeado bispo. Em 1997, foi elevado a arcebispo e passou a chefiar a arquidiocese de Buenos Aires. Seu trabalho foi reconhecido pelo Papa João Paulo II que o nomeou cardeal em 2001.
A actuação religiosa de Jorge Mario Bergoglio em sua terra natal caracterizou-se por posicionamentos conservadores e radicais. Durante a ditadura militar argentina, a Igreja Católica foi criticada por não fazer oposição ao regime autoritário e não se manifestar sobre os sequestros e desaparecimentos de adversários políticos. Jorge Mario Bergoglio é processado desde 2005 pelo suposto envolvimento com o sequestro de dois missionários jesuítas e de uma criança em 1976. Mais tarde, durante o governo dos Kirchner, Bergoglio chegou a ser considerado o principal opositor.
Em função das desavenças, ele e Nestor romperam definitivamente. Cristina Kirchner, por sua vez, tentou uma aproximação quando o marido faleceu, mas houve um grande desentendimento com Bergoglio em 2010, quando a Argentina se tornou o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento entre homossexuais. Na ocasião, o cardeal declarou que a medida era um ataque destrutivo aos planos de Deus e que a adopção de crianças por casais homossexuais era uma maneira de discriminá-las. Jorge Mario Bergoglio é um intenso defensor de ajuda aos pobres e costuma apoiar programas sociais e contestar políticas de livre mercado.
Francisco é o 266º papa da história da Igreja Católica.



