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Sobre a Marcha da Paz

Por admin
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Um dos factos que mais me indignaram na qualidade de moçambicano foi o uso da marcha de paz como arma de arremesso contra o Governo de Armando Guebuza.

Num momento a exigir união de esforços da sociedade civil, governo e partidos políticos sobre a questão que a todos nos remoi e preocupa, os raptos,  a infeliz ideia de usar o momento para  protagonizar o desencanto e frustração política  nos induz necessariamente a um período de  reflexão.

Foi um protagonizar da desgraça alheia, espremida até ao extremo, dirigida a uma fraqueza que nos atinge  até o âmago, como arma de arremesso político para exaltar o ego pessoal  de gente desonesta.

Volto a repetir, o momento exige uma união de facto entre os cidadãos independentemente da cor política e partidária não podendo ser usada para atacar  o governo chamando-o ineficaz, incapaz  ou fazer do momento oportunidade para alguns frustrados usarem chavões insultuosos à figura do presidente da República.

Vivemos numa plena democracia, onde a livre expressão é  considerada até ao limite, mesmo que esta por vezes através de certas atitudes extravasam a contenção política as convições que nos animam. Sendo cidadãos políticos não podemos ficar indiferentes a certos fenómenos que nos contemplam a exigir respostas.

 Existe sempre uma certa legitimidade em todas manifestacões assim como se reconhece o impacto dos movimentos sociais ao longo da história nas transformações sociopolíticos económicos. Contudo, também temos de reconhecer que certas pessoas emotivas  e pouco atentas podem ser levadas a aderir a projectos inconfessáveis encomendados de fora para dentro pondo em causa a segurança de um estado.

É  dever de todo cidadão saber com quem se lida e qual o objectivo de certas manifestações. Se fosse para mostrar a indignação para com o fenónemo raptos, seria positivo; mas se o objectivo era ofender o presidente e governo que elegemos enquanto este lidava com os ataques da Renamo  então estivemos a trabalhar para as forças contrárias aos interesse da República de Moçambique.

O rapto de qualquer pessoa, seja homem, mulher ou criança, é sempre lamentável e motivo de preocupação para a família, comunidade e Nação inteira. É  um crime e dos grandes. Cria inseguraçca, instabilidade, receio e medo. Desestabiliza…conforme o desejo e objectivo dos adversários da nossa Pátria Amada.

As autoridades de direito nesta matéria administração interna, estou certo vêm dando a atenção devida a cada caso de acordo com as capacidades existentes na nossa querida pátria.

Quando situações destas acontecem do círculo à localidade, passando aos centros urbanos devemos nos aproximar da autoridades de direito e indagar. É dever do cidadão indagar e obrigação da autoridade abrir-se e responder às questões mais delicadas que sejam para sossegar o cidadão. As autoridades policiais não devem ficar silenciadas face à ocorrência de actos como estes. Este é o preciso momento em que precisam mais do povo e reciprocamente o povo das autoridades. O governo foi eleito, mas raptos não são uma questão política nem deveriam ser politizadas. É uma questão de gestão de recursos policiais e portanto de administração interna.

Ora, tudo isto acontece quando as forças de defesa e segurança respondem a ataques armados perpetrados pela Renamo que ceifaram vida de vários cidadãos e destruíram bens, como carros e queimaram-se autocarros. Enquanto esse ataques duraram e foram sendo maquiavelicamente executados a protagonista principal desta manifestação da Paz nunca foi sensível ao momento; minto nunca esteve calada,  lançando farpas à inação das FDS  de Moçambique, ora culpando o governo de não fazer concessões políticas a Renamo.

Doravante lidamos com factos que não podem mais ser escamoteados e verdades  que não podem ser mais  branqueadas. 

A LUTA CONTINUA!

Inácio Natividade

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