Por mais voltas que se dê, se o nosso desiderato for, em definitivo, como é, minorar a onda de acidentes de viação envolvendo os chamados moto-taxistas, então o caminho a seguir é único.
Os moto-taxistas têm de conhecer o BE-A-BA do código de estrada, têm de ser capazes de interpretar os sinais, sobretudo os mais comuns nas rodovias por onde circulam diariamente.
Nas cidades de Tete, Quelimane e Mocuba, só para exemplo, é impressionante o número de jovens que tem na motorizada o seu ganha-pão e não haja dúvidas que são mais-valia para a mobilidade rápida das pessoas. Contudo é chegado o momento de combater o péssimo vício que se instalou nos operadores deste ramo: comprar motorizada, meter na estrada, e transportar passageiros sem que tenham frequentado uma escola de condução.
E como se isso fosse pouco, motociclistas há que aperfeiçoam a sua condução transportando gente, isto é, vão ziguezagueando pela estrada, enquanto o cliente está com o coração na boca.
André Matola



