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Pensem bem para não fazerem mais disparates

Por admin
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Que a circulação automóvel na capital do país está cada dia que passa mais difícil e complicada, está. É uma realidade indesmentível. Que não poderá haver quem desminta. Uma das causas, 

 

imediata e visível, mas, por hipótese, não a única, será o aumento do número de viaturas a circular no mesmo espaço físico. Este parece ter sido o entendimento e a leitura que também o CMCM fez da situação. Daí o pretender mandar abrir mais faixas de rodagem em algumas avenidas. Para que isso aconteça, para que isso possa acontecer, os Separadores centrais poderão desaparecer (“Notícias de 7 do corrente, página 3) Escreve o matutino que Separadores centrais de algumas avenidas da cidade de Maputo, como 24 de Julho, Guerra Popular, Karl Max e Alberto Luthuli, poderão, em breve, ser convertidos em faixas de rodagem de viaturas. Ainda segundo o matutino, A decisão final sobre a viabilidade da iniciativa constará do projecto de engenharia para a reabilitação daquelas rodovias e de outras seis, encomendado pelo Conselho Municipal de Maputo a um consórcio de consultores. O mesmo jornal prossegue escrevendo que A ideia de usar os espaços ocupados pelos passeios centrais naquelas vias é antiga e figura como uma das medidas encontradas pelas autoridades para responder aos crescentes congestionamentos do tráfego rodoviário derivados do aumento galopante do parque automóvel na capital e arredores. Naquilo que parece ser um “escovismo”, em tudo desnecessário, desenquadrado e sem sentido, a notícia termina assim Uma vez com estes projectos concluídos, e edilidade liderada por David Simango poderá avançar para as obras, que uma vez finalizadas melhorarão a vida dos munícipes no que tange às vias de circulação. Aqui chegados, a questão que um munícipe pode e deve colocar é se esta questão é assim tão fácil, simples e linear. Se basta apenas saber o que pensam os consultores sobre a matéria. Muito por hipótese, estrangeiros e pagos em dólares norte-americanos. Bem pagos. Cá por nós, demitimo-nos das nossas responsabilidades de governar em função das nossas responsabilidades. Como moçambicanos. Cumprimos os pareceres de outros. Só que, salvo melhor opinião, isto não é governar. É tudo, pode ser tudo menos governar.

 

 

 

 

A medida, preconizada e defendida pelo CMCM, é, sem dúvida, bem-intencionada. Mas, ousada Digamos que mesmo atrevida. Por isso, mas não só poderá vir a criar outros e muitos problemas. Colaterais. Primeiro, e se conseguido o pretendido objectivo de se circular melhor, com mais celeridade, onde estacionar as viaturas? Sabendo-se que nestes espaços, hoje, são parqueadas centenas, milhares de viaturas. Será que iremos ser obrigados a ter de as levar para casa ou para o serviço debaixo do braço? Depois, o que irá acontecer às muitas dezenas de árvores com décadas de vida, algumas quase centenárias, que existem nesses espaços. Quanto vai custar a mudança, quanto vai custar transferir algumas dezenas de postes de iluminação pública e de sinais luminosos dos locais onde se encontram? Alguns, muitos, colocados nos locais onde estão há bem pouco tempo por este mesmo CMCM. Pelo que se disse e pelo muito mais que fica por dizer, esta não passa de uma governação de “faz de conta”. Resta sugerir que pensem melhor. Que pensem bem para não fazerem mais disparates.

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