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Suicídio: um caso para introspecção

Por Luísa Jorge
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No princípio da semana que findou, acompanhou-se mais um episódio que nos desafia a uma introspecção em relação à vida, como um bem supremo e de valor inestimável. Foi nas primeiras horas da manhã de terça-feira última que um concidadão, supostamente na companhia da namorada ou esposa, se deslocou à majestosa Ponte Maputo-KaTembe movido por um propósito indigno: o de eliminar a sua existência no mundo dos vivos.

Dos bastidores chegaram muitas especulações à volta daquela intenção, que não interessam aqui citar. Contudo, a única certeza é que tais razões o colocaram num extremo de total descontrolo da situação a ponto de eleger aquele local como o ideal para materializar o propósito e, quiçá, aliviar-se do que o apoquentava.

Contudo, graças à intervenção das autoridades policiais e de um indivíduo que com ele encetou um longo diálogo, conseguiu-se abortar o plano e, eventualmente, apequenar o inquietante dilema que o colocara em rendição, a tal ponto de querer desistir de si próprio. É que, pela distância demarcada pela suposta companheira e os dois agentes da Lei e Ordem, estava claro que a intenção era de não haver interferência naquele diálogo ao estilo de “homem para homem”. No entanto, a cena curiosa que arrepiou a pele foi o facto de o autor da cena, ainda que pendurado numa das estruturas da ponte, se ter dado um momento para mexer nas teclas do seu celular, subestimando o poder da força de gravidade da terra. Mas, no final, tudo conspirou a favor da vida e não da morte.

O nosso concidadão foi resgatado! Se se recordar, num passado pouco longínquo, a majestosa ponte foi eleita por outro cidadão de origem chinesa com o mesmo fim. O episódio foi ainda mais dramático. O individuo foi mais além, na sua intenção suicida. Conseguiu lançar-se lá do alto da ponte para a água. Mas, por sorte, foi resgatado com vida por tripulantes de um barco. Aquele tipo de relatos tem como intenção trazer à tona dois factos: a evidência de que a prevenção do suicídio continua a ser um dos grandes desafios da área da saúde mental, talvez, por isso, já é tido como um problema de saúde pública. Para os cépticos, esta afirmação pode soar a exagero, a dramático, mas é uma realidade incontornável no momento. Leia mais…

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