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ATÉ ONDE A COBIÇA PODE LEVAR AO HOMEM!

Por admin
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Logo após a assinatura dos Acordos de Lusaka em Setembro de 1974, começou a desenhar-se um Moçambique constituído praticamente por gente revolucionária. Proclamada a Independência Nacional em 1975, Moçambique já era um País de Operários e Camponeses “engajados no trabalho” como salientava o então Hino Nacional. 

Dois anos depois (1977), mergulhava-se numa Terra de “salve-se quem poder” motivada pela guerra de desestabilização e durante Dezasseis duros anos, viveu-se neste Pais uma terrível “Aventura”, pois se alguém dormia tranquilamente, não sabia porém como acordaria dia seguinte. Com o encerrar desse Capítulo da nossa existência como País em 1992 com a assinatura do Acordo da PAZ, começamos a desfrutar finalmente duma genuinamente estabilidade socioeconómico e cultural, onde cada um poderia finalmente planificar a sua vida. Só que, como em qualquer outro País desse Mundo fora, nós também aqui na Pérola do Indico, convivemos muito de perto com a experiência trágica de pertencermos a uma sociedade dividida em classes. Subalternizando-nos uns dos outros, devido naturalmente á nossa pobreza sobretudo mental, efetivamente acabamos tendo duas classes as que nos conduzem ou para o Céu (terrestre), ou nos Infernizam: a Classe Politica e a Classe Religiosa. É a Lei da vida. Em qualquer parte e em qualquer sociedade, haverá sempre quem se safa mais do que os outros. Nas Cadeias por exemplo, os presos com mais tempo ou os mais fortes (os chamados Swibonda), acabam adquirindo um estatuto especial relativamente aos demais presos, pese embora o facto de todos enxergarem o sol em formato de quadradinhos. No caso vertente de nós Moçambicanos, os nossos Lideres (Religiosos e Políticos), é que decidem a vida da maioria. Embora haja Lideres verdadeiramente comprometidos com as suas profissões ou ofícios, infelizmente alguns também os há que são guiados por uma ganância desmedida. Muitos nem têm vocação muito menos a necessária preparação para o desempenho das suas funções.Bastante vaidosose arrogantes, alguns deles (muitos), se esquecem que são o produto destas outras subclasses compostas pela maioria da população (Operários, Camponeses e outros). Sublinhe-se claro que nãoestou a generalizar, pois não são todos, mas, agrande maioria são de qualidade bastante perversa, os Lideres daquelas duas grandes Classes.Mas, feliz ou infelizmente, são estas duas classes os Pilares da nossa sociedade. É muito penosa esta verdade de dependermos de Lideres encapuzados pela Cobiça. Gananciosos, e de ambição desmedida, são guiados pela cobiça.Infelizmente, desde tempos idos, a cobiça foi a perdição do homem. Através do gago Patriarca Moisés, o Arquitecto do Universo havia chamado a atenção dos descendentes de Abraão para se acautelarem da cobiça fazendo constar como uma das cláusulas da sua (deles) Lei Mãe: “10º.Mandamento – Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo”. No Livro deuterocanónico da Bíblia, de composição atribuída a Jesus (não o Cristo) mas filho de Sirach (Jesus Ben Sirac ou Ben Sirá), – o Eclesiástico ou Sirácida, consta que: "Não há quem seja mais desprezível do que aquele que cobiça, pois até a sua alma vende.”JáCharles Spencer Chaplin, mais conhecido comoCharlie Chaplin ou simplesmenteCHARLOT, um dos mais completos senão o mais completo homem de artes e letras de todos os tempos, (foiactor, director, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico britânico (1889/1977), disse um dia que: “acobiça envenenoua alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios”. Pois é, na verdade a Cobiça é verdadeiramente terrível. Alguns dicionaristas da Língua Portuguesa definem a Cobiça como sendo um desejo excessivo por alguma coisa, ou seja um desejo que ultrapassa o limite estabelecido pela Mãe Natureza. Aqueles que como eu, têm o bom hábito (diga-se) de ter na Bíblia como seu Talismã, passeando por isso diariamente e atentamente a sua vista por ela, (Bíblia), terão observado que o que determinou a queda de tantos homens de Deus, foi acobiça, sendo por isso oprincipio de todo o transtorno. Com efeito a cobiça, um desejo imoderado de possuir, é o cúmulo da inveja do que o outro possui.A cobiçaaguça a ambição para o mal. Não se deve confundir acobiçacom odesejo, porque esse (desejo) todo o homem foi criado com desejosnaturais da vida. Mas, quando esse desejo parte para o nível do descontrole, de forma maliciosa e excessiva, é desagradável eaí, já se transforma em cobiça.João, filho de Zebedeu, um dos amigos escolhidos pelo Filho do Carpinteiro de Nazaré, na sua Primeira Epistola diz:“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” (1 João 2.15-16 ).E, Sua Santidade Francisco, Bispo de Roma e Líder Mundial dos Católicos, indiscutível e inescapável representante de uma voz de genuína autoridade moral no meio duma cultura religiosa e política totalmente pútrida e carente de genuínos “porta-vozes”, da verdade, nopassado Sábado, (21/10/2013), fez um apelo contra a ambição desmedida pelo dinheiro, uma atitude que segundo ele, destrói as pessoas, as famílias, e, no final não leva a lugar nenhum. Na sua meditação na Capela da Casa de Santa Marta, Papa Francisco disse durante a Eucaristia difundida pela Radio Vaticana que: Cobiçar ter dinheirode mais, e mais, e mais… leva-te à idolatria, destrói a tua relação com os outros! Não o dinheiro, mas a atitude que se chama cobiça. Pois também esta cobiça te faz adoecer, porque faz-te pensar tudo apenas em função do dinheiro. Destrói e faz adoecer… E, afinal, isto é o mais importante – a cobiça é um instrumento da idolatria, porque vai pelo caminho contrário daquele que fez Deus connosco...”. Onde quero eu chegar com todas estas tantas citações!? Nem eu sei! Apenas sublinhar e deixar patente a minha preocupação de não compreender o que levaria uma pessoa, filho de humildes e honrados camponeses, que cresceu dormindo numa dura esteira feita de palha, alimentando-se do pão amassado pelo Diabo, (duas refeições por dia: “Ku susula e Xikento” e que, depois de conseguir conquistar um lugar ao Sol, (matabicho, almoço, jantar e lanches), uma mancão com vista ao mar, largar tudo isso e arrastar consigo ingénuos e inocentes para ir curtir a dor nas costelas por dormir na esteira e desorganizar toda uma sociedade inteira! Esta é que é a minha profunda tristeza! Líderes, guiem-nos bem por favor! Oiçamos o desabafo de um dos amigos de Jó:Certo é que a sua cobiçanão lhe trará descanso,e o seu tesouro não o salvará. Jó:20-20. Amém!

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