“…deixai a mentira, e falai a verdade, (…), porque somos membros uns dos outros”Ef 4:25
À medida que vou avançando em idade, somando anos, vendo a pele do meu corpo a definhar-se e os meus cabelos a transformar-se em fios de algodão, não obstante o meu cérebro, essa máquina complexa de que todos nós humanos somos dotados, dizia eu, o meu cérebro, continua a obedecer-me e ajudar-me a descobrir-me que afinal quem sou, o que desejo, e para onde vou. E, infelizmente também vai-me dando conta que, muitos Moçambicanos vão especializando-se na maledicência, na mentira e na crueldade. As línguas desse(a)s, vão aguçando-se e especializando-se na fofoca e na maledicência. Tal como as serpentes cujas línguas tem duas pontas fendidas no meio, também as línguas de alguns de nós vão especializando-se e transformando-se em arautos da mentira, da perfídia e do veneno, sentindo orgulho em falar de coisas que muitas vezes não dominam e em desgastar a reputação de gente muitas vezes inocente. Um exemplo flagrante: alguns de nós de um o momento para o outro, tornaram-se “experts” em falar sobre as chamadas “Dívidas ocultas”. Semana passada, ao entrar num desses salões de cabeleireiro, encontrei dois ilustres “Doutores” dissertando e explicando para a meia dezena de pessoas que as escutavam de boca aberta, sobre a “roubalheira” que os dirigentes da “FRELI” fizeram a este povo, razão porque hoje em dia, nem dinheiro para pagar combustível para os “Chapas”, circularem conseguem. E continuaram durante algum tempo brindando os incautos presentes com a sua “sabedoria” sobre os problemas da actualidade. Farto de aturar aquele banquete de mexericos, bisbilhotices e intrigas, tomando um ar muito sério, arregacei as mangas e meti-me na conversa dos dois “audazes cavalheiros” e brandindo também a minha espada linguaruda, desafiei-os: “Pena é que hoje, qualquer filho da p… fala de coisas que nem sempre tem provas. Imaginemos que eu fosse um agente da Segurança do Estado, e vos pedisse que provassem o que acabaram de nos “ensinar”sobre a razão da falta de combustível nas bombas, vocês, seriam capazes de apresentar essas provas!?”. Um silêncio sepulcral dominou o pequeno salão e passei a ser o centro das atenções, olhando-me uns de soslaio assustados outros limpando a garganta duma tosse que, uns minutos atrás não a tinham. Escusado será dizer depois que o salão gelou, os dois “eloquentes palestrantes”, saíram dali como fariam dois cães assustados: com as caudas metidas no meio das pernas. Infelizmente este é o actual quotidiano dos Moçambicanos: mal amanhece, não vê a hora de andar a espalhar o boato, a fofoca, a mentira e a crueldade. Sublinhe-se que, um número significativo dos autores destes boatos, é engrossado por gente que vive e alimenta-se do suor do Povo que eles próprios envenenam com intrigas. É gente que estudou e formou-se à custa deste mesmo Povo, dessa mesma “FRELI”. Traidores! Gente sem auto-estima. ODr. António Campos Munõs médico espanhol e Professorde Histologiada Faculdade de Medicina de Granada, Académico da Real Academia de Medicina e Cirurgia do Oriente Andaluzia, define aauto-estima como a qualidade que pertence ao indivíduo que está satisfeito com a sua identidade. Aquele cientista social, acrescenta que a auto-estima designa a pessoadotada de confiança e que valoriza a si mesmo, pessoa que pensa de si própria. Muitos de nós, não conseguimos aceitarmo-nos a nós próprios preferindo vivermos imitando a identidade dos outros. Por outras palavras, a auto-estima é a saúde emocional e mental através da valorização pessoal. Como escreve o ilustre académico atrás citado: “A auto-estima pode desenvolver nas pessoas de três formas: Auto-estima alta (normal): A pessoa se ama, se aceita e se valoriza tal como é; Auto-estima baixa: A pessoa não se ama, não se aceita e não se valoriza em suas qualidades; Auto-estima exagerada: A pessoa se ama mais do que os demais e valoriza exageradamente suas qualidades.” Malandros! Deixem de ser fofoqueiros e vão trabalhar! Vagambundos! XIKU NYOKAS!
Kandiyane Wa Matuva Kandiya



