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Sistema de Marrupa vai à reabilitação

Por admin
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O sonho de os munícipes da vila de Marrupa verem o sistema de água transportar o precioso líquido para as suas casas parece continuar de pé. Com efeito, uma equipa de técnicos da Direcção Nacional de Água, DNA, iniciou um estudo de viabilidade, visando determinar, com exactidão, o dinheiro necessário para financiar aquele que é considerado um dos mais esperados projectos daquela edilidade.

A informação foi divulgada há dias pela edil daquela vila municipal de Niassa, Marta da Anunciação Romeu, durante as comemorações do 42º aniversário da elevação de Marrupa à categoria de vila, que fica situada no centro-este da província de Niassa, a cerca de 320 quilómetros da capital provincial, Lichinga, e é habitada por mais de 23.485 pessoas, distribuídas por doze bairros municipais devidamente parcelados.

UMA VILA EM CRESCIMENTO

Marrupa está em franco crescimento desde que, em 2008, foi municipalizada. As ruínas estão ser reabilitadas e o comércio a fluir a um ritmo satisfatório. Um outro aspecto que faz de Marrupa um destino para muita gente é a forma como a edilidade está gerir a expansão do município. Foram adoptadas medidas sustentáveis para a remoção de resíduos sólidos, o que o torna numa das mais limpas vilas do país. Mais do que isso, a presença de duas unidades financeiras, nomeadamente uma caixa de poupança e um banco comercial é considerada como sendo o principal acontecimento que está a catalisar a vida económica e social daquela que é considerada uma das promissoras unidades habitacionais da província, devido, principalmente, à sua localização geográfica, por se encontrar no centro das principais cidades de Lichinga, Cuamba, no Niassa, e Pemba, em Cabo Delgado.

Porém, segundo Marta Romeu, este crescimento está a ser atrapalhado pela escassez de água potável. Trazer a água às casas dos munícipes de Marrupa é um grande desafio que não deixa a equipa dirigida por Romeu sossegada. Os elevados custos de investimento para operacionalizar o grande sistema de água, já em estado de obsoleto, são desproporcionais às receitas colectadas, mesmo reconhecendo que a taxa de colecta subiu dos anteriores 50 mil meticais/mês para os actuais 200 mil, havendo casos em que em determinados momento a edilidade chega a arrecadar acima de 500 mil/mês. “Normalmente, colectamos entre os 150 mil e 200 mil meticais”, revelou Marta Romeu, que sublinha que no período de grande afluência para apresentação de requerimentos para a regularização de talhões, este valor chega a atingir os 500 mil meticais/mês.

Perguntámos à edil de Marrupa se a receita colectada chegava para suportar as despesas mais prementes, ao que nos respondeu, sem evasivas: “Confesso que temos que apertar o cinto para viabilizar alguns dos nossos projectos, principalmente aqueles que estão virados para a limpeza da vila, a reabilitação de ruas e estradas municipais, entre outras actividades”, daí que a melhor via é encontrar novas fontes de financiamento, através de parcerias nacionais e internacionais.

Um outro problema, não menos grave, está ligado à erosão que ameaça engolir aquela edilidade. Ruas inteiras estão a ser consumidas silenciosamente. As casas, essas, só estão à espera da sua vez para desabar perante o olhar impávido das autoridades municipais, que reconhecem que sozinhos não têm condições de poder inverter a triste realidade.

A nossa entrevistada explicou que no mandato anterior as prioridades estavam viradas para a solução do problema de água, tendo conseguido reduzir a distância entre as casas e os locais onde se situam os furos de água, o mesmo acontecendo em relação à redução do número de pessoas por furo, que passou dos anteriores mil/furo para os actuais 200 ou 300 pessoas. “Foi uma grande ginástica que fizemos para atingir estes números, o problema de água era mais crítico do que agora”.

Sobre o estado de saúde do município da vila de Marrupa, ouvimos algumas pessoas que nos disseram que a edilidade está num bom caminho. Segundo os nossos entrevistados, a estratégia utilizada pela edilidade para garantir a participação dos munícipes na vida da vila foi a de priorizar uma gestão em que o munícipe é envolvido.

Antes de tomar qualquer decisão que diz respeito à vida dos munícipes, a edil discute os assuntos com as chefias dos quarteirões para encontrar uma saída airosa para os problemas”, disse José Muacanha, que pediu à presidente para continuar a seguir este tipo de governação participativa.   

André Jonas

andremuhomua@gmail.com

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