A Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Chimoio, neutralizou há dias um indivíduo que se dedicava à venda de cimento falso. Trata-se de Horácio Alberto Mouzinho, residente no
bairro cinco naquela cidade, que agora se encontra detido na Segunda Esquadra da PRM no bairro da Soapo.
Conforme ficamos a saber, o referido cidadão embalava areia em sacos de cimento, para ludibriar as pessoas e contava com a ajuda do comparsa que neste momento se encontra fugitivo. A dupla começou a fazer o negócio ilícito em 2011 e, o que se sabe é que dentro deste tempo lesou perto de uma dezena de moradores de diversos bairros localizados nos arredores da cidade de Chimoio.
No local de detenção, Horácio Mouzinho disse aos jornalistas presentes que no primeiro ano vendeu cerca de dez sacos de areia entulhados em embalagens de cimento, sendo que naquela época cada saco custava 250 meticais.
Parte da areia foi comprada nos bairros Nhamaonha, Mudzingadze, 16 de Junho e 1 de Maio.
Já no ano passado, observou uma pausa nesse seu negócio, segundo afirmou, para se dedicar à sua machamba.
E, este ano, retomou as trapaças, tendo dito que até à data da sua detenção comercializou doze sacos.
Questionado sobre como conseguia arranjar embalagens com timbres originais de fabrico para embalar a areia, Horácio Mouzinho respondeu que recolhia das obras espalhadas pela cidade. O passo seguinte era contactar pessoas interessadas, depois do sinal positivo do cliente, encher os sacos de areia, coser e transportar até ao comprador.
Segundo disse, no presente ano, cada saco custava de 250 a 350 meticais.
Quanto às motivações para o crime, afirmou que optou por este caminho por estar desempregado, e disse ainda que parte da sua família, incluindo a sua esposa, tem conhecimento desta prática, que lhe rendeu, aproximadamente, cinco mil meticais.
Como a trapaça foi descoberta
A nossa reportagem soube que Horácio Mouzinho foi neutralizado numa residência no bairro Nhamaonha, durante mais uma investida, onde pretendia vender mais quatro sacos de areia a um cidadão.
O referido comprador, depois de ter pago o valor da mercadoria que era transportada num tchova, foi alertado pela esposa, desconfiada, que o produto empacotado não era cimento. Imediatamente, o homem agarrou o burlador pelas calças, numa altura em que o comparsa deste se colocou em fuga estando, como referimos anteriormente, em lugar incerto. Na circunstância, os populares do bairro Nahamonha pretendiam linchar Horácio Mouzinho que escapou por causa da intervenção de pessoas de boa-fé que sugeriram que fosse conduzido à unidade policial mais próxima.
O porta-voz do Comando Provincial da PRM em Manica, Belmiro Mutadiwa, disse que a polícia continua a trabalhar para capturar o fugitivo para “na companhia do seu colega de crime responder em juízo. São indivíduos que constituem um perigo para a sociedade. Conhecemo-los todos, porque têm um cadastro criminal nos nossos arquivos”.



