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Malawi espera importar energia eléctrica a partir de 2020

Por admin
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Moçambique poderá fornecer energia ao Malawi a partir de 2020 através do projecto de interconexão eléctrica a partir da subestação de Matambo, na província de Tete. O projecto, orçado em cento e quarenta milhões de dólares, será financiado pelo Banco Mundial.

O anúncio foi feito pela oficial
de informação da empresa
malawiana de electricidade, Kitty
Chingota, reagindo à crise de
energia que afecta o país.
Chingota disse que o projecto,
a ser concluído em 2020, vai
envolver a construção de uma
linha de transmissão de energia
de duzentos e dez quilómetros a
partir da subestação de Matambo,
em Tete, até Phombeya, no
distrito de Balaka.
A primeira fase, que compreende
o estudo de viabilidade, o
projecto detalhado e a produção
de documentos do concurso, já
está em curso e vai prolongar-se
até Maio de 2017.
A partir daí, vai começar o
processo de adjudicação das
obras e em meados de 2018 está
previsto o arranque do projecto.
No mês passado, engenheiros
malawianos estiveram na província
de Tete, onde visitaram a
subestação de Matambo no quadro
do projecto de interligação
eléctrica.
De acordo com Chingota, o
projecto está orçado em 140 milhões
de dólares, mas esclareceu
que o custo real será conhecido
depois do estudo de viabilidade.
Disse ainda que com a interligação
eléctrica, o Malawi passa
a ter mais uma fonte de energia a
partir de Moçambique, podendo,
desta forma, superar os problemas
que os malawianos enfrentam.
Mesmo com a actualização
constante da tarifa de energia
eléctrica, o Malawi continua a
racionalizar este recurso, numa
altura em que já é normal o país
viver às escuras.
A ESCOM diz que não há nenhuma
solução imediata para a
actual crise de energia e apelou
aos consumidores para se habituarem
a viver às escuras ou
com algumas horas de energia.
A empresa decidiu racionalizar
o fornecimento de energia para
fazer face à demanda, através
de cortes sistemáticos que levam
oito horas ou mais.
Para a quadra festiva do
Natal e Ano Novo, os consumidores,
provavelmente, vão ter
mais algumas horas de energia
na medida em que algumas indústrias
vão fechar para dar lugar
às férias dos trabalhadores.
A geração de energia no
Malawi atingiu uma queda significativa
devido à redução do
volume de água no Rio Chire, a
principal fonte de produção.
A seca é apontada como
uma das principais causas da
redução dos níveis de água,
mas esta justificação não convence
a todos os malawianos.
Para alguns, a crise de energia
é já um problema crónico
que as autoridades se mostram
incapazes de resolver.
Neste momento, a geração de
energia eléctrica no Malawi baixou
para 162 megawatts contra
os mais de 300 necessários, representando
uma queda de mais
de metade, levando assim o país
a ficar às escuras.
Na sequência de apagões persistentes, Moçambique
e Zâmbia acordaram em
partilhar energia com Malawi
nas áreas fronteiriças.
O director da ESCOM, Jeford
Banda, disse que as negociações
sobre o assunto estão
adiantadas.
“O Malawi tem vindo a
abastecer algumas vilas de
Moçambique, bem como da
Zâmbia, então eles também
vão fornecer energia aos malawianos
que vivem perto deles”,
disse Banda.
Em Moçambique, uma das
vilas que recebe energia do
Malawi é Milange, na província
da Zambézia. Os munícipes de
Milange dizem que para além da
energia malawiana não ser fiável,
só têm energia no período
nocturno, entre as 22.00 horas
e quatro horas da madrugada.

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