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Cerca de 80 mil pessoas afectadas pela chuva

Por admin
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Cerca de 80 mil pessoas estão afectadas pela chuva, descarga atmosféricas e ventos fortes que vem se fazendo sentir desde semana passada nos diferentes pontos do país. Os dados foram tornados públicos, há dias, pelo vice-ministro da Administração Estatal e Função Pública, Roque Silva, durante o Conselho Coordenador de Emergência, havido na capital do país.

Chove em quase todo o país, mas com maior incidência para as províncias das regiões sul e centro e a província nortenha de Niassa, com precipitações entre 300 a 600 milímetros.

A montante houve também queda de chuvas intensas no sul da Zâmbia e no Zimbabwe.

Dado o impacto negativo da chuva , o Conselho Técnico de Emergência decretou, há dias, alerta laranja a nível nacional, a par do alerta vermelho para as regiões centro e sul, por causa da seca.  

O fenómeno já provocou a morte de 40 pessoas, a destruição de várias infra-estruturas, sendo 18 mil habitações, 590 escolas, para além de vias de acesso interrompidas.

Dados em nosso poder dão conta que no total são oito mil habitações e 177 salas de aulas que ficaram totalmente destruídas. A província de Maputo tem 31 salas destruídas na Matola e Gaza 140 , sobretudo em Xai-Xai.

Ainda a província de Maputo tem 551 casas totalmente destruídas e 4442 parcialmente, Sofala tem 399 casas destruídas, sendo 398 no distrito de Caia e uma em Gorongosa. Nesta província há registo de existência de outras 272 que foram parcialmente destruídas. A província de Nampula tem 60 habitacoes destruídas totalmente e 727 parcialmente.

A situação exige do Governo a tomada de medidas de modo a minorar os seus efeitos, como é o caso de priorizar a criação de condições de abrigo para as pessoas que ficaram sem tecto.

Roque Silva disse que o grande desafio é sensibilizar as pessoas no sentido de evitarem se instalarem nas zonas de risco. Como podemos assistir na cidade e província de Maputo, as casas que foram inundadas e as famílias que perderam os seus bens em zonas onde foram retirados mais de duas ou três vezes. Algumas famílias vivem em zonas onde tem placas que identificam que estas são de inundação, disse.

Na vila Nova Mambone, distrito de Govuro, província de Inhambane, tinham sido  reassentadas até na passada sexta-feira, cerca de 2300 pessoas, destas 1500  acomodadas num pavilhão da Escola Secundaria de Doane e 800 numa escola primária. Aquele distrito da província de Inhambane tem 6000 pessoas afectadas.

Neste momento equipas do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, liderada pelo seu director geral, João Machatine, estão a levar a cabo trabalhos de sensibilização as comunidades de forma a se retirarem das zonas de risco para lugares seguros.

Ainda na província de Inhambane, terminou ontem, sábado, os trabalhos de evacuação da água que tinha inundado 54 casas, sendo 43 no Município de Inhambane e 11 na Maxixe.

Entretanto, o distrito de Machanga, província de Sofala, tem oito famílias reassentadas. Para assistir as famílias foram mobilizados dois helicópteros da base aérea para a assistência humanitária, tanto para Nova Mambone, assim como Machanga.

Machatine disse ainda que nos próximos dias haverá a descentralização dos fundos do plano de contingência disponíveis desde a passada quinta-feira.

A nossa filosofia é permitir que as nossas delegações tenham condições e capacidade para suas intervenções localmente. Neste momento estão a corresponder,disse o director-geral do INGC. 

De referir que o governo aprovou um plano de contingências orçado em 800 mil milhões de meticais para atender a época das calamidades que prevê atender um milhão e 400 mil pessoas.

Neste momento, estão a caminho da zona centro as pontes recentemente adquiridas para fechar cortes nas estradas devido a forte incidência de chuva.

 

CHUVAS MODERADAS NOS PROXIMOS DIAS

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê até no último dia do mês de Janeiro do corrente ano chuvas fracas a moderadas, localmente  fortes, principalmente nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, Tete, Manica, Sofala, Zambézia e Inhambane, onde a precipitação estará entre 200 a 300 milímetros.

Nas restantes províncias espera-se chuvas, mas sem impacto significativo. No mesmo período esperam-se chuvas moderadas a fortes no Malawi, Zâmbia, Zimbabwe e África do Sul, com mais de 150 milímetros de precipitação.

A previsão hidrológica para os meses de Janeiro, Fevereiro e Março do ano corrente dá conta que há tendência acertada para as bacias de Limpopo, Inhanome, Mutamba, Save, Pungue e Zambeze, e para as áreas urbanas costeiras de Maputo, Matola, Beira e Nacala. 

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