
Cerca de seiscentos mil meticais é quanto o Conselho Municipal da Cidade de Chimoio (CMC) está a aplicar na reabilitação e ampliação da casa mortuária local, por sinal, a maior da província. O valor, cujo financiamento é da própria edilidade, está ser utilizado na construção de uma sala para cultos e uma lavandaria para tratamento de corpos.
O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, Raúl Conde, falando à margem da XXIV Sessão Ordinária da Assembleia Municipal, que decorreu semana passada, disse que com a reabilitação da morgue estarão criadas condições para que a população tenha, durante as cerimónias fúnebres dos seus ente-queridos, uma sala mais espaçosa as tradicionais rezas que antecedem o funeral. Sobre a lavandaria em construção, ficamos a saber que a casa mortuária passará a dispor de dois lavatórios. A ideia, segundo Raúl Conde, é que uma sirva para cadáveres do sexo masculino e outra para os do sexo feminino. As obras estão a cargo da empresa Brilho Construções e terão a duração de noventa dias. Questionado sobre o aumento da capacidade de conservação de corpos, Conde explicou que antes a casa mortuária dispunha de uma câmara de frio com 24 gavetas contra trinta de agora Pelo que vimos, o problema da falta de espaço que no passado constituía preocupação para o município e população em geral está minimamente resolvido.
“Tivemos muitos casos em que alguns corpos ficavam fora das câmaras por falta de espaço. Agora e olhando para aquilo que é o número de habitantes da cidade de Chimoio e zonas circunvizinhas, pensamos que o problema está resolvido. As queixas e reclamações que recebíamos reduziram”.
Num outro desenvolvimento, o presidente do município fez uma radiografia das realizações do seu executivo durante os primeiros nove meses do presente ano, tendo destacado a reabilitação e abertura de novas vias de acesso, expansão da rede de abastecimento de água, unidades sanitárias, escolar, entre outras actividades sociais, como sendo as áreas que apresentam indicadores satisfatórios. Conde disse que durante esse período, no pelouro de urbanização, construção e habitação foram planificadas 25 actividades, das quais 16 realizadas, o que corresponde a 64 por cento do plano. Como resultado foram reparadas dezenas de furos de água nos bairros suburbanos da cidade e abertos outros seis novos nas zonas de Sithanha, Chianga, Hombea e Agostinho Neto.
Foram também construídas três salas de aulas no bairro Sithanha e um posto policial na região de Tembwe. Também registaram-se progressos na área de Comércio, Indústria e Turismo.
Assim sendo, a edilidade licenciou 139 novos operadores comerciais, 30 industriais e 14 hoteleiros e similares. Paralelamente a isso, vários estabelecimentos comerciais, incluindo bancas localizadas em diversos mercados foram alvos da inspecção municipal, tendo constatado a venda de produtos dentro do prazo e em boas condições de higiene.
De acordo com Raul Conde, no mesmo período, o Conselho Municipal transportou 41.500 carradas de resíduos sólidos produzidos nos bairros urbanos e suburbanos de Chimoio e procedeu ao transporte de 60 tanques de resíduos líquidos retirados dos edifícios daquela urbe.



