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Electrizante Diamonds World Tour de Rihanna

Por admin
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Robyn Rihanna Fenty, ou simplesmente Rihanna, desembarcou em Joanesburgo, África do Sul, e fez logo história: tornou-se na mais jovem artista a lotar por completo o majestoso FNB Stadium. Conseguiu juntar literalmente 70 mil pessoas para em uníssono celebrarem o Diamond World Tour. 

Perto das 18 horas, o mítico estádio dos Kaiser Chiefs começou a apresentar os primeiros sinais de “obesidade”, e não era para menos, já tinha engolido literalmente setenta mil almas ávidas de ver e ouvir ao “vivo e cores” a desconcertante Rihanna. Já era noite dentro, quando dois DJ´s sul-africanos abriram as hostilidades, costurando rigorosamente os mais recentes hits da house music, numa profusão gerada por uma bateria electrónica.

Histeria colectiva com “Umbrella”

Rihanna, com uma cinematográfica entrada apimentada de efeitos de luzes, com uma vestimenta que alicerçava a sua provocante sensualidade, acompanhada de uma banda ionizada pelos rigores da Pop Music, levou rigorosamente à loucura colectiva os seus aficionados. Com uma entrada estranhamente perversa, remixada numa câmara escura surrealista, Rihanna fez uma aparição estrondosa, vestida de um preto extravagante e com uma maquilhagem escura e longas unhas pretas. Ao longo da actuação foi entremeando a sua performance com cenas teatralmente bem conseguidas, com a que contracena com o notável viola solo e um par de dançarinos num remake de sequências eróticas. Enfim, era Rihanna.

  Experimentou compassos mais lentos com “Take a Bow”, “Stay” e “Russian Roulette”, mas logo a seguir enveredou pela auto-estrada da Hard Music deliciando o público com uma forte fragrância de Don´t Stop the Music. Um espectáculo com uma qualidade de som e luz impressionante, estimulado por um profissionalismo impar de uma banda que se recusou redondamente a deixar esmorecer os ânimos. O estádio quase foi abaixo quando Rihanna subsidiada por um sexteto de exímios dançarinos sentenciou o selo de qualidade com “Umbrella”, “California King Bed” e o dancer “One Girl” (In the World). Já não havia mais dúvidas: o público não ia dar por perdida a noite, que ainda ameaçou com um cinzento lúgubre e irritadiços chuviscos. Aliás, nota máxima para os aspectos organizativos, que foram até ao pormenor no sentido de melhor servir quem pagou o bilhete. Quilómetros de fila única, que ia dar ao soberbo Kaiser Chiefs Arena, personificavam a antecâmara de um espectáculo anunciado e preparado ao detalhe há mais de um ano. As entradas ao estádio eram rigorosamente seguidas pela numeração dos bilhetes personalizados. Simplesmente bem organizado. Um descomunal parque de estacionamento acolhia mais de duzentos autocarros de excursionistas vindos um pouco por toda a África do Sul e de países vizinhos, Moçambique incluso. Aliás, no interior do estádio, a língua portuguesa foi das mais ouvidas para o espanto dos sul-africanos.       

“Shine bright like a Diamond”

debaixo degélidos seis graus centígrados

Joanesburgo tem a particularidade de ser simpática durante o dia, mas de uma antipatia revoltante à noite. Habituados à regularidade meteorológica de Moçambique, os excursionistas nacionais fizeram ao estádio trajados a condizer com a temperatura. Às primeiras horas da noite, começou a ficar claro que a noite não ia ser fácil, pois a temperatura começou a baixar de forma impetuosa. Ainda assim, quase ninguém se preocupou. Afinal o “show” estava ao rubro. Não havia tempo para preocupações com o frio. Perto das 23 horas, o espectáculo começava a caminhar para o seu epílogo. Os rigores dos estaladiços seis graus centígrados começaram a fazer-se sentir, provocando até incoerência discursiva, pelo menos, nos excursionistas moçambicanos. Eis então que Rihanna tira o trunfo da manga e fecha o “show” com um estrondoso “Shine bright like a Diamond”, um “soul pop” aclamado pela crítica como das melhores metáforas líricas e com uma positividade interpretativa muito bem conseguida. Vinte minutos depois do último ribombar dos instrumentos da banda e do poderoso vocal de Rihanna, o FNB Stadium estava literalmente vazio. Ficou apenas a saudade de uma memorável noite. E começou uma penosa marcha de volta aos aposentos, debaixo de um insuportável frio.    

Leonel Magaia

 

leoabranches@yahoo.com.br

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