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Barragem de Mavuzi volta a funcionar

Por admin
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O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, procede amanhã à inauguração da Central Hidroeléctrica de Mavuzi, no distrito de Sussundenga, província de Manica. A barragem esteve paralisada durante cerca de 10 anos para a sua reabilitação, segundo uma nota da Embaixada da Suécia.

A Central Hidroeléctrica de
Mavúzi é considerada a mais antiga
infra-estrutura de produção
de energia da Electricidade de
Moçambique (EDM). Foi erguida
há 60 anos e, durante o conflito
armado, foi seriamente vandalizada.
Nos finais de 2014 iniciou
a sua reabilitação de modo a
garantir uma operacionalidade
efectiva, para a satisfação das
necessidades eléctricas da população
local e da vizinha província
de Sofala.
Dados em nosso poder indicam
que com a reabilitação ora
concluída, a capacidade de produção
instalada vai passar dos
anteriores 25 megawatts (MW)
por dia para 90 MW. Os mesmos
dados indicam que as intervenções,
orçadas em 120 milhões de
dólares, consistiram na reabilitação de turbinas e alternadores,
fornecimento de novos transformadores,
novo sistema auxiliar
de baixa tensão, do equipamento
de alta tensão na subestação
principal, incluindo novos disjuntores,
das comportas, válvulas e
desariador no açude de Mavúzi,
bem como de 2,1 quilómetros de
túnel, entre outros.
Antes das obras a central havia
sido desenhada para produzir
perto de 50 megawatts tendo
gerado apenas 25 MW, que, adicionados
aos 57 disponibilizados
pela subestação de Chibata, alimentada
por Cahora Bassa e aos
20 MW de Chicamba, permitiam
que as províncias de Sofala e
Manica estivessem iluminadas.
Para a viabilização das obras
de reabilitação da Barragem de
Mavúzi houve a necessidade de
drenar toda a água na albufeira
de modo a permitir o acesso
por parte dos especialistas aos
pontos mais profundos da barragem,
com particular destaque
para a toma de água, descarregadores
de fundo e de superfície,
entre outros.
A iniciativa estava inserida
nos esforços da EDM de melhorar
a qualidade de energia para as
províncias de Manica e Sofala e,
no caso de Mavúzi, foi necessário
encomendar as peças necessárias
para substituir por completo os
geradores I e II que se encontravam
completamente obsoletos.
Na altura, os técnicos apontaram
ainda a necessidade da
substituição dos alternadores,
turbinas, sistemas de controlo e
de comando para a regulação da
tensão e registo de danos e ainda
observaram a infra-estrutura
sem água para se ter a certeza
do que era preciso fazer.
Por se tratar de uma operação
de grande vulto e com um
potencial bastante elevado de
probabilidade de colocar os consumidores
de Sofala e Manica a
sofrerem restrições prolongadas,
a peritagem da barragem
foi antecedida de vários alertas
para que as pessoas não fossem
colhidas de surpresa.
Por outro lado, e para evitar
experiências amargas que ocorreram
durante as manobras realizadas
e que coincidiram com
uma avaria grossa na subestação
de Chibata (que recebe energia
da Hidroeléctrica de Cahora
Bassa) e que culminaram com
um apagão prolongado em Sofala
e Manica, desta vez interrompeu-
se a produção em Mavúzi,
mas foram mantidos Chicamba e
Matambo a funcionar em pleno.
Apesar disso, alguns bairros
e até mesmo grandes empresas
viram-se forçadas a reduzir os
seus consumos, nomeadamente,
a Açucareira de Mafambisse, Cimentos
de Moçambique, subestação
da Munhava e de Chimoio
num total de 12,5 MW.
É que mesmo com as subestações
de Chibata e as barragens
de Chicamba e Mavúzi
a funcionarem em pleno, a disponibilidade
de energia para
aquelas duas províncias estava
no limite, pois as três infra-
-estruturas produziam 110 MW,
quando o pico de consumo se
situava em 108 MW.

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