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25.ª ASSEMBLEIA ANUAL E CONFERÊNCIA REGIONAL ACI ÁFRICA: Conectividade aérea maior desafio de África

Por admin
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O Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, defende que a conectividade aérea é um dos maiores desafios do nosso continente, medida pela frequência de voos, confiabilidade e diversidade de destinos, pelo que se deve apostar na eficiência das operações aeroportuárias e na aplicação de tarifas competitivas para assegurar que o transporte aéreo seja mais acessível à maioria dos cidadãos.

Carlos Agostinho do
Rosário fez este pronunciamento
durante a
25.ª Assembleia Anual
e Conferência Regional
da Airport Council International
(ACI) que decorreu semana
finda na capital do país sob o
lema “Interconectividade aérea
em África: o papel dos
aeroportos", e recordou que
“a melhoria da conectividade
aérea assume-se como um imperativo,
uma vez que, quando
assegurada, contribui para
melhorar o ambiente de negócios,
encoraja o investimento,
estimula a inovação e eleva a
eficiência nas operações de
gestão empresarial”.
“O maior desafio que muitos
países África enfrentam é
que o investimento em infra-
-estruturas aeroportuárias
requer avultados recursos.
Por isso, devemos apostar na
manutenção e modernização
dos aeroportos, de modo a
alongar o seu tempo de vida e
melhorar a qualidade dos serviços
prestados e primar pelo
estabelecimento de parcerias
público-privadas e outras modalidades
de investimento em
infra-estruturas aeroportuárias,
contribuindo para melhorar
a conectividade aérea
entre os destinos africanos e
outros quadrantes do mundo”,
sublinhou o PM.
Por sua vez, Ali Tounsi, secretário-
geral da ACI-África, revelou
que as companhias estrangeiras
representam 80 por cento do
tráfego no mercado aéreo do
continente, e defendeu a necessidade
de se efectuar reformas
para o desenvolvimento das
companhias aéreas africanas de
modo a se tornarem mais competitivas.
Tounsi frisou que o sector
oferece várias oportunidades e
que o desenvolvimento da camada
média, a viajar de avião, vai
concorrer para o crescimento
das companhias, tendo apontado
o ano de 2034 como sendo
o período em que se prevê um
aumento significativo de tráfego aéreo no continente.
Entretanto, o secretário-
-geral da ACI apontou, entre outros
factores, as elevadas taxas
de combustíveis como estando
a constituir, neste momento, um
constrangimento para as companhias
da aviação civil.
Já para o presidente da ACI-
-África, Pascal Komla, o problema
da conectividade no continente
tem repercussões no desenvolvimento
das companhias e
da economia no geral.
Sublinhou que o nível elevado
das taxas aeroportuárias limita
o desenvolvimento do sector e
contribuem para a redução do
tráfego aéreo no continente africano.
Falando sobre a segurança
aeroportuária, Komla disse que
o organismo que representa
introduziu um prémio de excelência
e visa recompensar os
esforços desenvolvidos pelas
empresas.
A directora-geral da ACI-
-Mundo, Ângela Gittens, afirmou
que têm sido realizadas acções
de formação técnica, incluindo
para profissionais da aviação civil
de diversos países de África,
para a elevação dos níveis de segurança
e profissionalismo nas
companhias aéreas africanas.
Ressalvou que África tem
vindo a aumentar o número de
formados, o que vai ajudar sobremaneira
nas mudanças que
se pretende para os prestadores
dos serviços aeroportuários.

Texto de Benjamim Wilson
benjamim.wilson@snoticicas.co.mz

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