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CPLP designa representante permanente para Guiné-Bissau

Por admin
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O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) acordou semana finda em Maputo a indicação dum representante permanente para Guiné-Bissau. Esta medida visa 

permitir uma participação activa no processo de manutenção da paz naquele país, que é também membro da Comunidade, actualmente suspenso devido ao golpe de Estado ocorrido no ano passado.

A decisão vem do facto de se ter constatado que havia uma percepção de que a CPLP se encontrava quase ausente da situação sociopolítica da Guiné-Bissau. Refutando essa interpretação, o Ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Balói, falando no fim da XVIII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em Maputo, referiu que a organização sempre acompanhou com atenção a situação daquele país, não obstante o facto de reconhecer que a sua presença nunca foi física, como poderá acontecer daqui em diante.

Entretanto, acredita-se que, com a presença do representante, a dinâmica de participação da comunidade poderá ser melhorada, uma vez que estará em contacto directo com as outras organizações, nomeadamente a União Africana (UA), as Nações Unidas, União Europeia, CEDEAO, que vem levando a cabo o processo de manutenção de paz, que culminou com a nomeação do governo inclusivo, que poderá levar os destinos do país até à realização das eleições agendadas para Novembro próximo.

Balói, mesmo reconhecendo que a nomeação do governo inclusivo vem concorrendo para uma acalmia, alertou que o processo de paz no país precisa de ser acompanhado com muita cautela, visto que a situação política é muito complexa.

“Temos que seguir o caso com cautela pois, de contrário, corremos o risco de registar mais um grande retrocesso. Portanto, neste momento o importante é encorajar o governo inclusivo a prosseguir com os trabalhos que tem vindo a desenvolver, melhorar mais ainda a coordenação com os parceiros, para que a solução tenha sustentabilidade”, disse Balói.

Recorde-se que devido ao golpe de Estado registado em Bissau, o país ficou suspenso da CPLP até que a situação volte à normalidade, que consistirá na realização de novas eleições. 

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