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Multiplica-se uso de painéis solares

Por admin
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Cerca de três milhões de cidadãos moçambicanos estão a usar energia produzida a partir de painéis solares, com particular destaque para as zonas rurais afastadas da Rede Nacional de Energia

 (RNE) e onde não existem perspectivas de ligação eléctrica nos próximos anos dez anos, refere António Saíde, director nacional de Energias Renováveis do Ministério da Energia.

Parte deste crescimento, segundo Saíde, resulta do facto de a partir de 2008 terem sido criadas três linhas de financiamento que permitem electrificar vilas, unidades sanitárias, escolas e algumas infra-estruturas públicas e privadas em diferentes distritos, localidades e postos administrativos ao longo do país.

Apesar do crescimento verificado na utilização deste tipo de energia, o roubo de painéis solares continua a retrair os esforços até aqui desenvolvidos um pouco por todo o país, o que parece resultar da valorização da tecnologia usada.

Segundo Saíde, registos de furto e vandalização de sistemas fotovoltáicos são reportados um pouco por todo o país, daí que o Ministério da Energia esteja a levar a cabo acções sensibilização das populações para que compreendam a necessidade e importância daqueles instrumentos.

“Temos estado chamar a atenção às comunidades, pois não raras vezes prejudicam o funcionamento de unidades sanitárias, escolas, instituições públicas e o comércio no meio rural”, sublinhou.

No que se refere à exploração de outras fontes de energia, António Saíde disse que área de energias renováveis é nova no país e, por esse motivo, ainda decorrem discussões sobre a abordagem estratégica que deverá definir a abrangência de potenciais beneficiários.

A par disso, no terreno decorre o mapeado do potencial das energias renováveis existente em todo o país, nomeadamente a biomassa, eólica, hídrica, oceânica, entre outros, como forma de se conhecer a capacidade do país e, sobretudo, a estimativa de energia que se pode gerar de forma a estabelecer um quadro mais preciso e objectivo da sua exploração. 

“Como resultado do mapeamento do potencial vai ser possível definir prioridades em termos de projectos a serem executados, bem como o estabelecer programas alinhados de acordo com o potencial que existe”, referiu.

Entretanto, este sector enfrenta o desafio de adoptar políticas e estratégias que poderão permitir que se avance para a instalação de cerca de mil sistemas solares térmicos para o aquecimento de água em instituições públicas, como hospitais e centros internatos, assim como em unidades privadas, com particular destaque para as ligadas ao ramo de hotelaria.

Outro desafio apontado por Saíde relaciona-se com a necessidade de se consolidar os instrumentos legais favoráveis ao investimento nesta área, criando condições para que o sector privado se sinta motivado a tornar esta área como um negócio.

 

Parques eólicos já mexem

Pelo menos três consórcios foram recentemente pré seleccionados pelo Ministério da Energia no quadro da materialização do projecto de construção do primeiro parque eólico nacional com vista à produção de energia eléctrica, indica António Saíde, director nacional de Energias Renováveis, do Ministério da Energia.

Presentemente, decorre a Segundo o processo de qualificação daquelas companhias com vista ao apuramento final da empresa a que será atribuída a licença pela a construção do empreendimento que deverá ter uma capacidade de produzir cerca de 30 megawatts.

“Deste processo de qualificação poderá resultar a elaboração de um parque de elevado padrão. Estamos a trabalhar no sentido de encontrar a competitividade e transparência necessária para este empreendimento deste género, disse António Saíde.

No que concerne aos custos monetários, cálculos provisórios indicam que num projecto do género, desenvolvido com tecnologias de ponta, a instalação de cada gerador de um megawatt pode custar cerca de um milhão e oitocentos mil dólares americanos, o que leva a crer que o parque eólico de Inhambane poderá consumir entre 45 e 60 milhões de dólares, dado que se pretende que este produza cerca de 30 megawatt.

Ainda no que toca a fase de qualificação, apuramos que os proponentes pré qualificados deverão apresentar o desenho do projecto, dar mostras de possuírem capacidade financeira para realizar o investimento e a tecnologia que pretendem aplicar.

Por outro lado, António Osvaldo Saíde disse que a produção de biodísel registou algumas interrupções, sobretudo devido a problemas financeiros, dai o atraso que se verificou na área, no entanto, actualmente está-se em fase de crescimento e maturação.

“Trocamos ideias com os proponentes para permitir que eles se arrumem melhor. E nós, como Governo, ainda estamos a trabalhar no sentido de criar todos os instrumentos que possam ser necessários para incentivar os operadores deste sector. Enquanto isso, vamos dando tempo para que os intervenientes possam ter uma estrutura mais segura e possam produzir de acordo com as necessidades reais do país”.

 

Angelina Mahumane

vandamahumane@gmail.com

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