
A quadragésima nona edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que vai decorrer no próximo mês de Agosto, já está a agitar o Instituto para a Promoção de Exposições (IPEX), entidade
que organiza o evento. Em Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo, decorrem obras de manutenção das infra-estruturas, colocação de três tendas gigantes novas, entre outros. A direcção do IPEX afirma que tem como meta superar as feiras realizadas naquele recinto, através da introdução de inovações, com particular destaque para a organização dos expositores por área de trabalho.
Segundo o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do IPEX, João Macaringue, os expositores nacionais serão organizados por sectores de actividade, nomeadamente, agro-pecuária, banca e seguros, comércio a grosso e retalho, hotelaria e restauração, construção, que vai incluir projectos, edifícios, arquitectura e consultoria.
No quadro da melhoria da organização do evento deste ano, consta que será reservado um pavilhão exclusivo para conferências, com mais de quinhentos metros quadrados, e outro para a exposição de produtos agrícolas que deverá ter à volta de cem metros quadrados. “O nosso objectivo é tornar a feira mais atractiva e interessante”, disse Macaringue.
Dados em nosso poder indicam que para acolher o leque maior de expositores, o IPEX projecta a construção de três pavilhões novos, que se vão somar aos cinco já existentes. Destes, os pavilhões Ricatla, Nachingweia, Gwaza Muthine e Matchedje vão albergar países e empresas estrangeiras, sendo que o maior de todos terá cerca de quatro mil e quinhentos metros quadrados,
O pavilhão denominado Moçambique vai acolher províncias e empresas nacionais, enquanto o pavilhão Kongwa será reservado aos ministérios e instituições públicas. De igual modo, o pavilhão Chai vai abrigar as empresas nacionais e o sector agro-pecuário para produtos e equipamento do sector agrário.
Onde o IPEX não pretende mudar é no lema, “Expandindo Horizontes e Capitalizando Sinergias”, por se entender que este espelha com fidelidade aquilo que é a essência da feira. “A nossa ideia é ver a FACIM a crescer de ano para ano e esta edição não pode ser uma excepção, tendo em conta o interesse que existe do sector público e privado de exibir o potencial produtivo e exportável do país”, disse João Macaringue.
No que concerne à construção dos três novos pavilhões, a nossa fonte reafirma que as obras serão executadas com recurso a fundos resultantes de parcerias, incluindo troca de serviços. “Depois faremos a repartição na proporção correspondente à cobertura dos custos. Pensamos que por esta via poderemos chegar ao ponto que todos desejam que é o de termos infra-estruturas definitivas”, sublinhou.
Actualmente, segundo apurámos, o Governo moçambicano está a mobilizar fundos para investir, de forma gradual, na construção do pavilhão multiuso, que passará a acolher o certame. “Já identificamos empresas de consultoria, arquitectura, desenho e construção, pelo que nos falta apenas a componente financeira”.
Enquanto se espera pela realização da feira, o recinto de Ricatla acolhe obras de manutenção das vias de acesso, limpeza, montagem de tendas e jardinagem. “Calculamos que até ao próximo mês de Julho teremos tudo em ordem para iniciarmos a montagem dos stands”.



