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Clarisse publica livro

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É lançado amanhã à tarde, na Apolitécnica, o livro “A Estrela, Luz da Minha Alma”, da autoria da poste da selecção nacional de basquetebol, Clarisse Machanguana. A obra sai sob chancela da Texto Editores e aborda o percurso desportivo da jogadora, que se notabilizou ao serviço da selecção nacional em vários campeonatos.

Clarisse Machanguana tem 40 anos e despediu-se dos adeptos moçambicanos no Afrobásket, devendo retirar-se definitivamente da selecção nacional após o “Mundial” do próximo ano.

Perdemos o título

mas conseguimos o Mundial

– Nelsinho, jogador de futebol

Nelsinho, jogador de futebol e namorado da basquetebolista Anabela Cossa, saiu do pavilhão do Maxaquene triste por perder a final, mas consolado pela entrega da selecção nacional e também pela qualificação ao Campeonato do Mundo.

Ao domingo, Nelsinho confessou que espera um pouco mais da selecção nacional na partida da final, mas nos momentos capitais a sorte não acompanhou Moçambique.

Esperava por uma vitória mas nada foi perdida, visto que das duas conquistas que estavam no plano do conjunto, um conseguimos. As meninas estão de parabéns. Mas para manter este nível é preciso que o Governo saiba lhes acarinhar porque o apoio moral apenas não basta, disse Nelsinho, para quem os preparativos para o próximo Mundial não podem tardar o seu inicio, uma vez que na prova estarão as melhores selecções do Mundo.

Faltou-nos sorte na final 

– Tânger Maria de Jesus

Tânger Maria de Jesus é outro moçambicano que esteve no pavilhão para dar força a selecção nacional. Falando ao nosso jornal, elogiou a forma como a selecção se comportou nas oito partidas disputadas.

É pena não termos vencido o jogo da final. Não tivemos a mesma sorte doutros jogos, mas mostramos que temos atletas que podem conquistar uma prova de nível internacional, e isso só pode acontecer se este ritmo não for interrompido, disse.

Num outro desenvolvimento, Maria de Jesus congratulou a selecção pela qualificação ao Mundial, sublinhando que “é preciso que a equipa técnica trabalhe para corrigir os erros que foram detectados no Afrobasket para que os mesmos não se repitam no futuro”.

Estou orgulhosa

– Palmira Zandamela, ex – basquetebolista do Maxaquene

Palmira Zandamela, basquetebolista do Maxaquene até ano 2000, disse que está orgulhosa com a atitude demonstrada pelas jogadoras moçambicana durante o Afrobasket de Maputo.

Provaram que no país temos indivíduos com domínio do basquetebol, faltou apenas abrilhantar isso com o título, mesmo assim estou feliz porque souberam nos honrar, disse.

No entanto, no entender de Palmira, é necessário o país investir mais na formação de novas jogadoras para substituir as actuais daqui a alguns anos.

Temos poucas jogadoras altas, em alguns casos isso influencia nos resultados. Sugeria que refrescassem a selecção com jogadoras novas e altas, que possam responder às nossas expectativas no futuro

A selecção surpreendeu-me

– Hugo Martins, atleta júnior do Maxaquene

Hugo Martins, jogador da equipa de basquetebol do Clube dos Desportos de Maxaquene, no escalão de juniores, disse que, tomando em consideração a competição nacional, não esperava que a selecção atingisse a final.

 Foi uma surpresa, confesso que não esperava este resultado porque como sabemos muitas jogadoras da selecção não estavam a competir nos seus clubes. Aliás, o nosso campeonato não é muito competitivo, mesmo assim vimos que elas estavam decididas para conquistar a prova, referiu.

Para Hugo Martins, é preciso haver mais provas e tempo de jogos de preparação para próximas competições. Explicou que o resultado alcançado é também fruto da preparação realizada em Moçambique e no estrangeiro.

– Atendendo o esforço das atletas, a selecção merecia ganhar, portanto, temos um conjunto que promete. Não precisa de muita coisa para colmatar os erros detectados.

 

 

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