
Já virou moda e a adesão é crescente. Muitas casas de pasto, sejam elas muito frequentadas ou não, primam pela promoção da música ao vivo. Umas têm bandas residentes e outras vão alternando os artistas. Tudo é feito à busca de boa música e entretenimento. Pois, rendimento, no verdadeiro sentido, não existe. O que é pago às bandas nem sempre é coberto pelas vendas, até porque em muitas casas nem se quer se cobra a entrada.
Para melhor compreender o esforço feito tanto pelos gestores/promotores da música assim como pelos próprios músicos, domingo visitou, na calada da noite, algumas casas. Viu, ouviu, gostou, dançou e conversou com os promotores das noites musicais.
A PORTA NÃO COBRE A PRODUÇÃO MUSICAL
– Mafir Hunguana, produtor no Bar dos Amigos
Todos os caminhos, ao domingo, vão dar ao Bar dos Amigos. Localizado no bairro de Albazine, o bar tornou-se referência na promoção da músicas ao vivo desde que abriu as portas, em 2006. Por imperativos relacionados aos custos de produção, por algum momento, os produtores vacilaram. “Mas a vontade de fazer e muito bem, a promoção da música moçambicana, retomámos e aos domingos, convidamos diversas bandas para virem cantar ao vivo”, explica Mafir Hunguana, produtor dos eventos no Bar dos Amigos.
Costumavam organizar os concertos à tarde, mas o público foi empurrando a hora, até que fixaram 18h00, como hora ideal para o começo do já denominado Jazz Marrabenta.
“A banda residente – Five Finger –toma conta da casa e costuma fazer o open microfone que consiste em cada presente cantar o que sabe e pode, criando uma convivência e harmonia agradável”, afirma Mafir.



