Silva Dunduro, ministro da Cultura e Turismo, é a figura-de-cartaz da 19.ª edição do Café-Debate, por sinal, a primeira sessão para este ano, a ter lugar no dia 25 do corrente mês no habitual espaço Mady’s Events a partir das 14.00 horas.
O ministro vai intervir no debate sob o tema “Mecenas: Uma Liturgia falhada ou não?”, cuja moderação está a cargo de Belmiro Adamugy, jornalista do semanário domingo.
Depois de um ano de existência e de ter protagonizado 18 edições, diga-se de passagem, bem-sucedidas que contaram com a participação de renomadas figuras, entre elas académicos, artistas, escritores e público no geral, desta vez o ministro da Cultura e Turismo junta-se a este espaço de reflexão, de busca do diferente e da transcendência intelectual e humana, que é apelidado por Café-Debate, para abordar um tema bastante sensível e pertinente quando se trata de incentivos e sustentabilidade das Artes e Cultura, o Mecenas.
A comissão científica do Café-Debate ao propor este tema a Silva Dunduro pretende não só promover um encontro entre o Ministério da Cultura e Turismo com os artistas, académicos e público no geral, mas também colher a sensibilidade deste grande artista plástico, outra faceta do nosso convidado, sobre este tema, que dele depende o desenvolvimento das nossas artes. Conscientes de que apesar de a lei do mecenato fazer parte da nossa legislação desde 1994, muitos artistas e empresários a desconhecem e tão pouco sabem como fazer uso deste instrumento a seu favor. Espera-se que seja uma oportunidade para a divulgação deste mecanismo jurídico e esclarecimento de eventuais dúvidas a cerca das formas de funcionamento desta lei.
Para além do debate, como sempre haverá um espaço para deliciar a alma com música e recital de poesia que estará a cargo de Ras Soto, músico convidado, e Guilherme Roda.
Desde a sua criação, o Café-Debate destaca-se pelo seu compromisso com a intervenção social através da reflexão, pois acredita no poder do pensamento e a sua pertinência no combate ao consumismo exacerbado. Este agrupamento, que se quer num futuro breve um movimento de pensamento estético e social, é composto por jovens engajados em contribuir para a transformação social, promoção e valorização das artes no nosso país.
Ao longo das 18 sessões anteriores, passaram por aquele local figuras como Hortêncio Langa, Chico António, Lucrécia Paco, António Prista, Maria Atália, Roberto Chitsondzo, Arão Litsure, Paulina Chiziane, Dadivo José, João Cabral, Severino Nguenha, Filimone Meigos, Ungulane Baka khossa, entre muitas outras.



