
Um fabricante caseiro de sabão, localizado na vila de Caniçado, distrito de Guijá, na província de Gaza, está a conquistar o mercado nacional com particular destaque para o mercado de Maputo, Gaza e Inhambane. domingo apurou que aquela unidade fabril tem a capacidade de produzir até 1500 caixas por temporada, parte dos quais são por encomendas.
O proprietário da Fábrica de Sabão Guijá (FASAG), Estêvão Manhase, disse à nossa equipa de Reportagem que devido à crescente procura daquele sabão, denominado Cubassa, começa a cogitar a possibilidade de alargar horizontes e abraçar mercados mais distantes como a zona centro e norte o país.
Para concretizar esse desiderato, deverá adquirir uma máquina de corte de sabão, porque até ao momento esse trabalho é feito manualmente, com recurso a arames, o que impõe gincanas muito grandes aos trabalhadores, pois não devem errar as medidas.
Manhase planeia também adquirir uma viatura para dinamizar a sua actividade, uma vez que as actuais movimentações de mercadorias são feitas em um meio de transporte alugado, que lhe custa cerca de 20 mil meticais para a província de Inhambane e 15 mil meticais para a cidade de Maputo.
Pretende, igualmente, construir um escritório e organizar a contabilidade da sua empresa, o que será possível com a contratação de técnicos contabilísticos de modo a poder concorrer para possíveis financiamentos e, com o crescimento que antevê recrutar mais trabalhadores, pois a actual fabriqueta emprega apenas oito trabalhadores.
Dados em nosso poder indicam que numa fase inicial aquela pequena unidade fabril produzia apenas doze caixas com vinte barras de sabão, por semana. Actualmente, consegue produzir mais de duzentas caixas semanalmente.
Segundo Estêvão Manhase, outro constrangimento com que se depara relaciona-se com o custo da matéria-prima, pois adquire em empresas concorrentes e estas, por sua vez, adquirem o material no estrangeiro. “Precisamos fazer compras na África do Sul ou na Malásia, onde podemos encontrar produtos a preços acessíveis. Em alguns casos temos que suplicar para nos venderem determinados produtos e quando aceitam estipulam os preços a seu bel-prazer”, disse.
Durante a nossa visita, Manhase explicou que para a produção de sabão é necessário óleo de copra, cebo animal e alguns produtos denominados ácidos gordos, soda cáustica, carbonato de sódio, bicarbonato, entre outros produtos.
O nosso interlocutor revela que montou a fabriqueta no seu quintal, sendo que a maior parte dos trabalhos são feitos ao ar livre, excepto o corte que é feito numa varanda e o armazenamento numa casa minúscula, que foi construída para o efeito. No quintal tem dois tambores de 100 quilogramas cada, onde é dissolvido o carbonato de sódio em 200 litros de água. Uma composição que serve para tirar a humidade no sabão.
Outro instrumento indispensável, que chamou a atenção da nossa Reportagem, foi a panela com a capacidade para diluir, entre outros ingredientes, 400 litros de óleo de copra, mafura e ácidos gordos, num fogo feito à lenha acendido no quintal da casa.
Refira-se que para a criação da fabriqueta, Manhase, teve que investir cerca de trezentos mil meticais, financiado pelo Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), para aquisição de matéria-prima e equipamento.
Idnórcio Muchanga



