Kamal Badrú decidiu candidatar- se a presidente da Federação Moçambicana de Atletismo (FMA), depois de ter sido durante quatro anos secretário-geral da mesma instituição.
A candidatura de Badrú surge
na sequência da indecisão de
Shafee Sidat de seguir para o
segundo mandato, embora conte
com o apoio de quase todas
as associações com directo a
voto e que já manifestaram essa
vontade por carta.
No seu manifesto, Badrú
foge da demagogia e define as
linhas-mestras sobre como levar
o atletismo para um bom
caminho com os olhos postos
nos jogos olímpicos de 2020.
Aposta no apetrechamento técnico
de todos os escalões, sendo
a alta competição a meta.
Badrú considera-se com conhecimentos
profundos sobre
a gestão da modalidade, o que
não se adquire na pista.
“Aquilo que o atletismo
moçambicano precisa é aquilo
que as associações sabem
que eu sou capaz de fazer”,
Kamal Badru.
Aliás, Badrú goza de experiência ímpar na gestão de atletismo
adquirida dentro e fora
do país nos quatro anos que
desempenhou as funções de
secretário-geral da FMA, o que
é um caminho andado para uma
liderança promissora da modalidade.
Curiosamente, enquanto
uns apresentam candidaturas,
o presidente em exercício, Shafee
Sidat, vai sendo pressionado
para se recandidatar.
A família do atletismo é vasta,
mas só onze elementos terão
o direito de votar, em representação
das associações provinciais.
Daí que só as associações
dirão na assembleia geral de 16
e 17 de Dezembro, na cidade
de Nampula, se querem a permanência
de Shafee Sidat para
continuar a desbravar a mata do
atletismo, trabalho que iniciou
com a construção e reabilitação
das sedes provinciais e da própria
FMA, ou se preferem experimentar
Francisco Manhenche,
cuja candidatura foi apresentada
na última quarta-feira no
Parque dos Continuadores, ou
Kamal Badru ou Sérgio Ribeiro.



