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OS CRIMINOSOS NÃO VIVEM ALÉM DOS 30 ANOS

Por admin
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“Quem com ferro fere com ferro será ferido”. Mt 26:52 e Ap13:10

O subtítulo deste artigo é atribuído a Jesus, Filho do Carpinteiro de Nazaré, meu principal ídolo, morto por malfeitores há mais de dois mil anos. É válido até hoje. O nosso país está sendo infestado por malfeitores de toda laia: ladrões, assassinos, violadores, raptores e drogados. É um dado adquirido: em todos os tempos e em todas as partes do mundo, existiram, existem e existirão sempre criminosos.Os psicólogos ensinam-nos que o índice da criminalidade aumenta de acordo com a crise educacional, ou económica, de cada região, de cada país, de cada continente.Uma das ferramentas utilizadas pelos criminosos é a violência (física, moral, psicológica ou sexual). Porém,em qualquer país, a qualquer tempo, o crime não compensa. Mesmo aquele crime que aparenta não prejudicar alguém, mesmo que o criminoso pratique o crime e depois vá festejar ou simplesmente dormir como se nada de mal tivesse feito, a verdade é que o crime, mais dias menos dias, vai martelar a sua (dele), consciência, e, às vezes, inconscientemente, tornando-o desagradável, desconfiado, doente, atrapalhando a construção de bons relacionamentos. E, como qualquer mortal, o criminoso acaba também morrendo mais cedo do que os seus planos. Violentamente. Grosso modo, os criminosos não conseguem ter netos, pois não vivem para além dos trinta anos. Conheço apenas três excepções: a primeira vai para oprimeiro ladrão de que há notícias do ponto de vista bíblico. Chamou-se Jacob (יעקב, ou Yaʿaqov em hebraico), mais tarde “baptizado” de Israel, um preguiçoso por natureza (ler Génesis 25:27), famoso por ter roubado a primogenitura do seu irmão gémeo Esaú (ler Génesis 27:35).Viveu para cima de 130 anos (ler Génesis 47:9). A segunda excepção vai para o russo Aslan Usoyan, conhecido no submundo do crime como “avô Hasan”, um dos mais poderosos chefes da máfia russa, morto por um franco-atirador, atingido na cabeça quando saía de um restaurante, em plena luz do dia, no centro de Moscovo, aos 75 anos de idade. A terceira excepção vai para Alphonse Gabriel, “Al” Capone, um “gangsteritalo-americano que liderou um grupo criminoso dedicado ao contrabando e venda de bebidas entre outras actividades ilegais. Morreu aos 48 anos.Os restantes criminosos famosos de que há memória morreram violentamente antes de completar quatro décadas de vida. O mais rico país do mundo (EUA) teve um dos maiores assassinos de todos os tempos, Caryl Chessman, ladrão, raptor e violador condenado à morte por uma série de crimes, morreu aos 29 anos, numa câmara de gás em 1960. Famoso depois de ser preso e dispensado advogado, como estudante de Direito fez as suas próprias defesas, dentro da cadeia, escrevendo cinco obras auto-biográficas que foram verdadeiros “best-seller”: “2455-Cela da Morte”, “Condenado em Nome da Lei”, “A Face da Justiça” ou “a Lei quer que eu Morra”, “O bandido da Lanterna vermelha” e um romance “O Garoto era Um Assassino”.Aqui na nossa “Pátria Amada”, também tivemos no passado os nossos “gangsters” famosos, exemplos de José Daniel dos Santos Rocha, o “Zeca Russo”, morreu aos 39 anos, Zero Fore da Beira, o “Sete de Inhambane”, o Niquinho, entre muitos outros, morreram antes dos quarenta anos. Para terminar, deixo um recado e um apelo aos criminosos: “Não nos matem, não vale a pena – o risco de ir para o inferno mais cedo é muito grande. O crime não compensa”.

Kandiyane Wa Matuva Kandiya
nyangatane@gmail.com

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