Semana passada foi notícia a detenção pela Polícia da República de Moçambique (PRM), na Beira, de dois indivíduos de idades compreendidas entre 23 e 24 anos, acusados de roubo e violação sexual a uma jovem de 25 anos, na zona de Massamba, no bairro de Esturro.
Os bandidos interpelaram a vítima e seu primo, que na altura estavam próximo de casa e, com recurso a instrumentos contundentes, ameaçaram-nos, o que resultou em roubo e consequente violação sexual. Os suspeitos são confessos. E a PRM anunciou que serão responsabilizados criminalmente pelos seus actos e reforçou a importância da denúncia de crimes de violação e roubo nas comunidades para o seu combate.
A vítima confirmou que os dois homens a violaram sexualmente e roubaram dois telemóveis, enquanto os indiciados confessaram o crime e disseram que estavam embriagados e que pretendiam apenas roubar.
Na semana antepassada, foi notícia o assassinato, com recurso a machado, de uma mulher no município da Matola-Rio. Neste caso, as diligências efectuadas junto da família da vítima revelaram um cenário de violência extrema que terá ocorrido na presença de menores.
Neste último caso, o assassino foi um homem apontado como ex-esposo da vítima, que, dias depois, terá também perdido a vida quando estava sob custódia da PRM. Portanto, foi um caso extremo de violência doméstica praticada contra a mulher. Trazemos estes dois tristes exemplos para assinalar que a violação dos direitos da mulher, incluindo o direito à vida, continua a ser um problema presente nas famílias e comunidades moçambicanas.
Aliás, no que diz respeito à violação sexual, dados de 2025, que constam do informe anual da Procuradoria-Geral da República (PGR), apontam que foram instaurados em todo o país um total de 3381 processos-crime contra a liberdade sexual, enquanto que, em 2023, a cifra se fixou em 3089 casos. Leia mais…



