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Futebol de Lourenço Marques e Maputo visto por Mário Tafula

Por admin
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Mário Chali Tafula é das bibliotecas vivas do futebol nacional, testemunha das metamorfoses da modalidade na cidade de Maputo, outrora Lourenço Marques, na qual ocupou vários cargos nos clubes, na associação, até chegar a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), onde teoricamente é chefe do departamento de alta competição.

 Também chefiou na Federação Moçambicana de Basquetebol.

Não foi grande jogador, mas destacou-se na liderança do futebol. Muito cedo abraçou o dirigismo, servindo-se do Beira-Mar como porta de entrada. Ao longo de uma carreira de altos e baixos soube ser dirigente digno, sereno e incorruptível, sempre por um desporto apetecível.

Assiste o actual momento da modalidade de futebol com alguma apreensão, por não haver jogadores que em campo façam diferença e tragam o público às bancadas nos jogos do Moçambola e noutras provas.

Daquele tempo, em que Maputo era Lourenço Marques, Tafula tem memorizado momentos de verdadeiro associativismo desportivo, com cada um a saber fazer, e com dedicação, aquilo que se predispunha fazer, razão pela qual o Estado não era chamado a substituir sócios e o empresariado nos clubes, associações e federações, como acontece actualmente.  

Porém, o nosso interlocutor diz que “já no tempo colonial se assistia a usurpação dos espaços de jogos para construções de fábricas e respectivas sedes”.

Nessa altura, conforme suas palavras, não se lamentava tanto por desaparecimento de um e doutro campo de futebol nos bairros, como agora, em que “ o que havia restado vai sendo substituído por dumba-nengues de venda de bebidas alcoólicas, nocivas à juventude”.  

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