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Concluída transferência de afectados pela “circular”

Por admin
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O reassentamento , que decorreu em seis bairros daquela autarquia atravessados pela estrada circular, chega ao fim numa altura que já é possível visualizar o curso da via, ligando as EN1 e EN4.

A maioria das famílias estava instalada em casas de construção precária, havendo também casos daquelas que praticavam agricultura.

O Conselho Municipal da Matola e a empresa Maputo Sul, encarregue da obra, já finalizaram o processo de compensação de árvores e culturas aos afectados.

Todos afectados receberam talhões e valores monetários para construir novas residências, maioritariamente nos mesmos bairros onde estavam fixados.

O Presidente Interino do Município da Matola, António Matlhava, disse ao domingo que “faltam apenas 27 famílias por instalar em novas zonas”.

“Apenas nos falta indicar talhões a 27 famílias, mas asseguro que os espaços já estão identificados e estamos tranquilos porque são zonas com serviços básicos, como água, educação e saúde”, acrescentou.

No entanto, Matlhava reconhece que “o processo de transferência de famílias não tem sido fácil”, e exigiu acções prévias de sensibilização dos populares.

Nos bairros Muhalaze e Intaka, por exemplo, grupos locais vandalizaram recentemente parte do trabalho topográfico realizado, o que obrigou a intervenção das autoridades municipais.

“Gradualmente, as populações abrangidas estão a ganhar a consciência da necessidade e importância deste projecto para o seu próprio desenvolvimento. Estamos satisfeitos com os resultados alcançados”, referiu Matlhava.

EXUMAÇÕES

Paralelamente à transferência de famílias, foram já exumadas 208 campas durante o primeiro semestre deste ano, faltando ainda a remoção de 43.

“A exumação de campas é um processo articulado com as famílias em causa, por isso, nem sempre observa a velocidade que nós pretendemos devido às cerimónias afins”,apontou o nosso entrevistado, que em seguida revelou que foram recenseadas 250 campas, pelo que “o trabalho está a decorrer a um bom ritmo”.

António Matlhava explicou ainda que “o Conselho Municipal da Matola não só está a garantir os serviços de exumação no traçado da estrada N1 – N4 como também disponibiliza as respectivas urnas”.

A fonte disse ainda que as famílias até agora transferidas eram consideradas prioritárias, seguindo-se nos próximos meses a mudança daqueles que ocupam áreas das faixas de protecção da via em construção.

Dados preliminares indicam que cerca de 300 famílias serão ainda transferidas para evitar residências nas bermas da via.

Refira-se que a empresa Maputo Sul investiu cerca de 40 milhões de dólares só em compensações às famílias directamente afectadas pelo projecto estrada circular Maputo – Matola.     

A “circular” Maputo-Matola atravessa seis bairros do município da Matola, nomeadamente Intaka, Muhalaze, Mwamatibjana, Nkobe, Matlhemele e Matola-Gare.

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