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“Mulala” faz bem à saúde bucal

Por admin
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A “mulala”, uma raiz utilizada nas zonas rurais para proceder à limpeza da boca, é um importante recurso para garantir a boa saúde oral, conforme revelam estudos de actividade anti-infecciosa contra microrganismos da flora bucal, contrariamente a alguns tipos de pasta dentífrica e escovas de dentes.

Quem o diz é Lurdes Silva, umas das primeiras graduadas em medicina dental pelo Instituto Superior de Tecnologia e Gestão de Moçambique (ISCTEM), actualmente afecta ao Hospital Central de Maputo (HCM), em conversa com o domingo.

Para Silva, debater à volta da questão da saúde oral obriga a fazer referência ao facto de que, de uma forma geral, as pessoas não têm o hábito de se aproximar de um profissional para verificar o seu estado. “Só vão quando sentem uma dor, o que é mau”, observou.

Entretanto, para ela, é importante manter hábitos de higiene para dar uma boa saúde aos dentes e aos tecidos moles orais, isto é, a gengiva e a língua.

Assim sendo,“há que ir ao dentista regularmente, de seis em seis meses. Isto permitirá diagnosticar patologias orais numa face precoce e tratá-las no momento”.

Escovar os dentes sempre depois das refeições é também um cuidado a ter em conta, para evitar doenças como as cáries dentárias, problemas gengivais, sendo estas as mais frequentes, entre várias.

Conforme explicou, a cárie dentária ataca quando os alimentos se acumulam nos dentes, o que faz com que as bactérias perfurem os tecidos dentários, desencadeando a destruição dos dentes e provocando dores nos pacientes.

NEM TODAS

ESCOVAS SÃO ADEQUADAS

O mercado oferece vários tipos de escovas para a limpeza dos dentes. Contudo, Lurdes Silva alerta para o perigo de se fazer escolhas que poderão desencadear problemas de saúde.

Há uma ideia segundo a qual as cerdas das escovas devem ser duras para melhor limpeza. Isso está errado pois essas cerdas lesam a gengiva e provocam retracção gengival, ou seja, o deslocamento da mesma. A escova ideal é a que tem cerdas maleáveis”, indicou, e deve ser trocada no máximo de três em três meses, advertiu.

Em relação à pasta dentífrica orientou que deve conter flúor, “pois este é um elemento que fortifica o tecido dentário, ou seja, confere maior resistência”.

Virgínia Mussuruco

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