
Mais de um milhão de alunos de 5 ª e 7ª classes serão submetidos a exames finais a partir de amanhã até próxima sexta-feira em diferentes escolas primárias a nível nacional. Os exames finais, que amanhã entram na segunda semana, contemplam alunos do ensino primário, técnico e formação de professores, sendo que 614.015 examinados são da 5ª classe e 425 mil e 494 da 7 ª classe. Fonte do Ministério da Educação (MINED) refere que serão ainda examinados 22 mil e 987 alunos do ensino técnico e seis mil e 224 de formação de professores.
O MINED assegura que estão reunidas todas as condições para o prosseguimento do processo, uma vez que o material chegou a tempo nos locais de realização das provas. Todos centros de exame tiveram os enunciados na data programada.
A única dificuldade que o sector tem neste processo é fazer chegar enunciados de avaliação ao distrito de Marínguè devido à tensão político-militar. Entretanto, alguns estão a ser avaliados nos distritos circunvizinhos.
FRAUDE E FALTAS
A primeira semana coube aos alunos do 3º ano de alfabetização, da 10ª e 12ª classes do ensino geral. Neste processo foram avaliados 436 mil e 182 examinandos.
O Director Nacional de Exames, Certificação e Equivalências, do Ministério de Educação, Jafete Mabote, sem apresentar números, disse que “faltas e fraudes marcaram a primeira semana de exames”.
As fraudes foram registadas em grande número nas províncias de Maputo, Zambézia e Cidade de Maputo. Todas estão relacionadas com posse de telemóvel na sala de exames.
Falando particularmente das faltas, Mabote esclareceu que foram registadas no 3º ano de alfabetização. “A situação de adultos é complicada, porque quando recebem informação sobre falecimento, optam por participar nessa cerimónia. Quando chove, primeiro vão à machamba e quando voltam já passou a hora de exame. Temos que encontrar outra forma de avaliar os alunos de alfabetização. Para mim, exame nacional para este grupo não é adequado”, disse Mabote.
Alunos de Marínguè
Parte significativa dos 766 examinandos do ensino secundário do distrito de Marínguè foi avaliada em 11 centros de exames distribuídos nos distritos circunvizinhos nas províncias de Manica e Sofala.
Trata-se de examinandos que devido à tensão militar que se vive na região centro do país foram obrigados a abandonar as suas casas, juntamente com seus pais ou encarregados de educação.
O distrito de Marínguè contava com 18 centros de realização exames, dos quais 14 para alunos em alfabetização, três para alunos da 10ª classe e um para examinandos da 12ª classe.
Instado a pronunciar-se sobre a situação destes alunos, Jafete Mabote explicou que quando o MINED recebeu informação sobre existência de alunos dispersos e que provavelmente não poderiam fazer exame em Marínguè orientou imediatamente as direcções provinciais de Educação e Cultura de todo o país para se prepararem, de modo a receberem alunos deslocados.
“A informação que damos é de que todos os alunos que estavam em classes de exames e que se encontram deslocados poderiam se apresentar em qualquer escola para poder realizar o exame. Ainda não sabemos estimar quantos alunos foram examinados e quantos não foram”, disse o nosso entrevistado.
Falando particularmente de alunos que ainda não fizeram o exame, Mabote ressalvou que o MINED está a trabalhar no sentido de, uma vez não estarem presentemente em condições psicológicas, possam fazê-lo mesmo fora da época normal.
Se esta situação afectar alunos da 12ª classe, Mabote disse que as autoridades poderão concertar com outros níveis de forma a verem qual é a possibilidade de concorrerem para as universidades mesmo se os exames de admissão tiverem passado.
“Os alunos não podem ser prejudicados. Mesmo que não estejam em condições de concorrer para as universidades, teremos que assegurar que pelo menos sejam avaliados naquela classe”, frisou.
Recorde-se que os distritos de Marínguè e Chibabava, província de Sofala, têm três mil e 388 examinados da 5ª e 7ª classes, sendo três mil e 303 de Marínguè e o restante de Chibabava.
Abibo Selemane



