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CASAMENTOS COLECTIVOS: O sabor do matrimónio após vários anos de convivência

Por admin
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Casar ainda na juventude e construir uma vida a dois tem sido o tradicional sonho de muitos casais. Contudo, a realidade mostra que nem sempre o início da vida a dois é prendado com a troca de alianças que simbolizam o enlace.

No âmbito das comemorações
do 12 de
Outubro, Dia do Professor,
o Ministério da
Educação, com apoio
do Gabinete da Primeira-Dama
da República e da Embaixada do
Estado da Palestina, presenteou
os professores ao tornar possível
a sua união civil, através de casamento
colectivo. No total vinte
e oito casais disseram "sim" perante
a lei, selando a união entre
eles.
Deste universo, o casal Bento
Rafaela e Júlia Cumbana, de 63
e 47 anos de idade, respectivamente,
foi o mais velho a dar um
bom exemplo à sociedade, enquanto
os nubentes Adérito Machaieie
e Josefa António Buque, de 25 e 18 anos de idade, destacaram-
se como o casal mais
novo. Parte considerável dos nubentes
já partilhava o tecto.
A supervalorização do casamento
tradicional na sociedade e
a falta de condições financeiras
fizeram com que só passados
vários anos a união civil acontecesse.
Mas, chegado o tão almejado
dia, as dificuldades foram
deixadas para trás e o branco
das pérolas e dos vestidos das
noivas e os véus a combinarem
com o ambiente verde que caracterizava
o espaço deram à
cerimónia um requinte especial.
Típico dos contos de fadas. A
troca de alianças e a declaração
de casados perante a lei vigente no país constituíram o momento
marcante da cerimónia.
Ali as noivas, de sorrisos rasgados,
abraçaram os seus familiares
e padrinhos e deixaram-se fotografar
com os seus convidados.

Namorámos dois anos

Adérito Machaieie, nubente

Adérito Machaieie e Josefa António Buque, de 25 e 18
anos de idade, respectivamente, exteriorizaram para a nossa
reportagem a sua satisfação pela concretização do sonho
ao darem o nó, na companhia dos demais nubentes. “Orámos
muito para que o nosso casamento acontecesse.
Quase que surpreendi os pais dela porque fui pedir a
sua mão faltando apenas um mês para a data marcada
para o casamento colectivo”, disse Adérito Machaieie.

Sempre sonhei com
o vestido de noiva

– Júlia Rafaela, nubente

Apesar de vários anos de convivência Júlia afirma
que sempre sonhou ter no seu corpo um vestido de noiva
e um véu na cabeça.
Para ela o casamento civil vem completar a sua felicidade
como esposa do senhor Bento Rafaela. Contou
que o casamento colectivo foi uma boa oportunidade
para oficializarem a relação, daí que não podiam desperdiçar.

Texto de Luísa Jorge
luisa.jorge@snoticicas.co.mz

Fotos de Urgel Matula

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