
Iniciam amanhã, a nível nacional, até ao próximo dia 2 de Dezembro, os exames de avaliação do sistema nacional de ensino. Serão avaliados 1.197.822 da 2.ª classe, 717.196 da 5.ª, 470.386 da 7.ª, 306.107 da 10.ª e 153.283 da 12.ª classe, distribuídos por 39.003 centros. O processo abrange também o ensino técnico profissional, alfabetização, educação de adultos e a formação de professores.
As províncias com
maior número de candidatos
são Zambézia
e Nampula, com 17 e
16 por cento, respectivamente.
Amanhã, primeiro dia dos
exames, e terça-feira serão
avaliados os alunos da 2.ª classe,
formação de professores e
alfabetização. Na 2.ª classe a
província de Sofala tem 86.105 candidatos, que serão assistidos
por 3366 júris, em 900
centros de exame. A província
de Manica conta com 245.746
alunos, que serão avaliados em
2922 centros.
Os alunos da 5.ª classe começam
a ser examinados no
dia 16 e prossegue até dia 18
do mês corrente. A 7.ª classe
será examinada entre os 28 e
30 de Novembro, enquanto a
10.ª e 12.ª entram na sala de
exames amanhã até ao dia 2 de
Dezembro. Já a segunda época
do processo vai decorrer a partir
do dia 21 de Novembro até
16 de Dezembro.
Segundo o director do Conselho
Nacional de Exames,
Certificação e Equivalência,
Ivan Collinson, o processo vai
abranger também 2218 alunos
portadores de deficiência, sendo
1149 do ensino primário e
940 do ensino secundário, destes
48 por cento são de deficiência
auditiva.
Entretanto, lembrou que no
ano passado, 2015, o aproveitamento
pedagógico foi extremamente
negativo, sendo que,
para inverter o cenário, foram
tomadas medidas ao longo do
presente ano lectivo.
Uma das medidas consistiu
no aprofundamento das práticas
pedagógicas, para além de
fiscalizar a assiduidade, tanto
dos professores, assim como
dos alunos. Houve igualmente
capacitação dos professores e
gestores das escolas, entre várias
medidas.
Collinson disse que estas
medidas poderão ter efeito se
houver acompanhamento permanente
dos próprios encarregados
de educação. No entanto,
acredita que este ano haverá
melhorias em termos de aproveitamento
pedagógico.
"Pelas acções que foram
feitas durante este ano acreditamos
que haverá compensação
no final do ano", disse.
SALAS ESPECIAIS
Por causa da instabilidade
político-militar que se faz sentir
em alguns pontos do país, o
Ministério da Educação e Desenvolvimento
Humano introduziu o
exame especial para os alunos
da província de Manica.
A medida vai beneficiar
11.593 alunos do ensino primário
dos distritos, onde não foi
executado por completo o plano
de ensino para o presente ano
lectivo, como é o caso de Báruè,
Manica, Mossurize, Tambara e
Vanduzi.
Segundo Ivan Collinson, o
conflito político-militar afectou
19.216 alunos, a nível nacional,
sendo Sofala 4422, Zambézia
1917 e Nampula 1284. No entanto,
apenas a província de Manica
terá o exame especial, visto
que é a única que não conseguiu
inserir os seus alunos noutras
turmas nos locais onde foram
acomodados.
INOVAÇÃO
O Ministério da Educação e
Desenvolvimento Humano introduziu
inovações nos exames,
que começaram a ser implementadas
a partir do presente
ano, 2016, de entre elas, a descentralização
na elaboração dos
exames do 3.º ano na alfabetização
e educação de adultos, 2.ª
e os da 5.ª classe, para além da
introdução da folha personalizada
do aluno.
As direcções distritais elaboraram
as suas propostas,
sobre o tipo de perguntas que
serão respondidas pelos alunos.
Assim sendo, três propostas
foram encaminhadas para as direcções
provinciais, onde foram
analisadas por uma equipa preparada
para o efeito.
Após a aprovação foram devolvidas
aos distritos e reproduzidas
e distribuídas para as
escolas.
Segundo o director do Conselho
Nacional de Exames,
Certificação e Equivalência, a
iniciativa iniciou no ano passado,
2015, na 2.ª classe e os
resultados foram satisfatórios.
O regulamento que orienta a
sua prática foi aprovado no de
2014.
Os distritos começam a encaminhar
as suas propostas dos
exames no início do segundo semestre,
e a direcção provincial
devolve-as nos finais de Outubro
ou princípios de Novembro.
A outra medida é que as
folhas de resposta dos exames
da 12.ª classe vêm com o nome
do candidato. Acredita-se que a
mesma vai ajudar na redução
de fraude. O ensaio foi feito nos
exames extraordinários.
O director do Conselho Nacional
de Exames, Certificação
e Equivalência disse ainda que
será usado o detector de metal,
sobretudo no ensino secundário.
Texto de Abibo Selemane
abibo.selemane@snoticicas.co.mz



