O Presidente da República, Daniel Chapo, desencoraja a prática de “ justiça pelas própria mãos” e chama atenção da sociedade no sentido de se distanciar deste modo de agir, pois “tentar punir os suspeitos por conta própria não é a solução”, sendo que, “ao procedermos desta forma, não resolvemos o problema, antes pelo contrário, essa onda de violência
pode gerar ainda mais violência no seio da comunidade”, anotou.
Chapo falava na manhã de hoje, por ocasião da inauguração do Tribunal Judicial do Distrito de Chibabava, província de Sofala, no âmbito da visita de trabalho que efectua àquele ponto do país.
Destacou ainda que, a partir do momento em que um grupo de pessoas começa a praticar actos criminosos alegadamente para
fazer “justiça pelas próprias mãos”, há um potencial de se
atrair outras pessoas para fazer a mesma coisa. “Isto pode
conduzir a perda do controlo da situação na comunidade,
no bairro, no posto administrativo, na localidade, no distrito, na cidade, na província ou no país.
O Chefe do Estado moçambicano falou ainda da situação preocupante dos casos de assassinato de mulheres em Sofala, que vêm ganhando contornos alarmantes.
De destacar que, no primeiro trimestre do ano em curso, seis mulheres foram mortas pelos seus parceiros, contra três de igual período do ano passado, um aumento de 100 por cento dos casos tornados públicos.
Um dos casos mais gritantes aconteceu no 15º bairro de Chungussura, na cidade da Beira, onde um jovem matou a namorada e enterrou o corpo no quintal da casa durante 9 meses.
Referiu que este tipo de comportamento tem merecido “o nosso veemente repúdio e condenação, pois trata-se de crimes perturbadores da ordem, tranquilidade e segurança
públicas, uma prática que não deve ser promovida, nem
tolerada por nenhum dos moçambicanos”, disse.
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