António Palange, presidente do partido Congresso dos Democratas Unidos (CDU), garante que está politicamente de pedra-e-cal e, numa entrevista que concedeu ao domingo, mostra-se agastado com alguns dirigentes do Estado que em vez de resolver os problemas da maioria da população, apenas se preocupam em encher os seus bolsos e dos seus familiares.
Hoje com 77 anos de idade, orgulha-se de ter sido um dos fundadores da primeira formação política após a introdução do multipartidarismo no país – o Partido Democrático e Liberal de Moçambique (PALMO), em 1991, na cidade da Beira, província de Sofala.
António Palange, que é combatente da luta de libertação nacional, decidira, juntamente com outros três colegas, nomeadamente, os falecidos Casimiro Nhamitambo, Martins Bilal e Matias dos Amores, quebrar as barreiras e fundar um partido político, o que possibilitou a sua entrada no primeiro Parlamento multipartidário, através da coligação, União dos Democratas (UD) que integrava o PALMO, PANADE e o PANAMO.
Na Assembleia da República em que foi chefe da bancada da UD, num grupo de nove deputados, a fonte diz ter tido um grande brilhantismo com intervenções de se lhe tirar o chapéu na tentativa de amainar os ânimos quando os antigos beligerantes se acusavam pela guerra dos 16 anos que assolou o país.



