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Divulgar as potencialidades turísticas moçambicanas

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– Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, por ocasião da abertura da Feira Internacional do Turismo

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, exorta os operadores turísticos nacionais a trabalharem no sentido de divulgar cada vez mais as potencialidades turísticas moçambicanas além-fronteiras de modo a responder ao plasmado no Plano Estratégico para o Desenvolvimento do sector (2016-2025) que, entre outros aspectos, prevê tornar o nosso país num dos principais destinos turísticos a nível mundial.

A cidade de Maputo é
desde a passada sexta-
-feira até amanhã palco
da quarta edição do
“Descubra Moçambique”,
Feira Internacional do Turismo
que, entre vários objectivos,
visa criar oportunidades
para os operadores turísticos
moçambicanos divulgarem as
potencialidades do nosso país
na área do turismo.
Para o efeito, um vasto leque
de exemplares dessas riquezas
turísticas nacionais foi visitado
pelo Presidente da República,
Filipe Jacinto Nyusi, que desafiou
os agentes económicos
nacionais a cimentarem os investimentos
através da aposta
na melhoria da qualidade dos
serviços prestados, dinamismo
empresarial e sustentabilidade
e conservação ambiental.
Segundo o Chefe de Estado,
a Feira Internacional do Turismo
é um momento prestigiado para
as empresas turísticas nacionais
entrelaçarem-se com as
suas congéneres da região de
África e do mundo.
“A diversidade de expositores
nacionais e estrangeiros,
desde hoteleiros, agentes
de viagens, associações
de turismo, companhias aéreas,
instituições de ensino,
restauração, e outros que
directa ou indirectamente se
relacionam com o sector do
turismo, confirmam a transversalidade
do sector do turismo,
como uma área que
pode fortemente contribuir
para consolidar a economia
moçambicana”, disse o Presidente
da República.
Acrescentou que estamos
aqui todos para enaltecer o
contributo multi-dimensional do
turismo na nossa vida, estando
ligado à estabilidade, cultura,
história, viagens, transporte,
natureza, economia e negócios,
saúde, alojamento, infra-estruturas,
gastronomia, comunicações,
diversão, serviços financeiros
e ambiente.
O Chefe de Estado falou das
potencialidades turísticas que
podem ser encontradas na capital
do país, incluindo edifícios
emblemáticos e arquitectónicos
como são os casos do Museu da
História Nacional, Museu da Moeda,
a Praça da Independência, o
edifício dos Caminhos de Ferro
de Moçambique, entre outras
infra-estruturas.
“Na cidade de Maputo, podemos
encontrar potencialidades
turísticas de interesse
histórico e cultural no bairro
da Mafalala, cuja história
confunde-se com a trajectória
de diversas personalidades
como Samora Moisés Machel,
o primeiro presidente
de Moçambique, o futebolista
Eusébio Ferreira da Silva, o
escritório José Craveirinha,
entre outros”, disse o Chefe de
Estado.
Filipe Nyusi recordou que a
cidade de Maputo interliga-se
com a Rota da Costa dos Elefantes,
que abrange a Ponta do
Ouro, a Ponta Malongane e a Reserva
Especial de Maputo, onde
pode-se desfrutar de turismo de
sol e praia, para além de poder
observar animais selvagens. No
contexto do turismo regional e
internacional, a cidade de Maputo,
através da via terrestre,
está a menos de duas horas da
Suazilândia e da África do Sul.
As potencialidades turísticas
também podem ser encontradas
num dos destinos prioritários,
designadamente, Vilankulo, em
Inhambane, Gorongosa, Sofala,
Metangula, Niassa; Quirimbas,
em Cabo Delgado.
No entender do Presidente
da República, o sector turístico
perfila-se como sendo importante
para o desenvolvimento
humano ao criar oportunidades
de emprego para os nacionais e
fonte de entrada de divisas com
a entrada de estrangeiros que
vêm conhecer as potencialidades
moçambicanas.
“O sector de Turismo gera
sinergias com outros sectores
económicos, desempenhando
o papel de uma excelente
ponte entre sectores dada a
sua transversalidade. O turismo
serve, igualmente, como
uma ferramenta de inclusão
social. Por isso, faço um apelo
aos moçambicanos para que
continuemos a trabalhar juntos
na consolidação e defesa
da nossa indústria turística”,
afirmou Filipe Nyusi.
Alertou, entretanto, que
apesar de os indicadores do
turismo disponíveis relacionados
com a entrada de turistas,
gerando receitas, no que concerne
aos projectos de investimento
neste sector, empregos
directos, indirectos e induzidos,
"continuamos a dizer que estes
indicadores, apesar de representarem
um crescimento
assinalável em relação aos
anos anteriores, estão longe
de corresponder às potencialidades
que o país oferece".
Refira-se que a feira conta
com expositores da África do
Sul, Suazilândia, Angola, China
e agências de viagens que trabalham
com as companhias aéreas
de Qatar, Emiratos Árabes
Unidos, entre outras.

Domingos Nhaúle
domingos.nhaule@snoticicas.co.mz

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