Sob o lema “Forças Armadas de Defesa de Moçambique, 52 anos defendendo a Pátria, a Unidade Nacional e a Paz”, o país assinala hoje a passagem do 52.º aniversário do desencadeamento da Luta Armada de Libertação Nacional e Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), efeméride que servirá para a reflexão em torno do resgate da cidadania, identidade e valores nobres dos moçambicanos.
As cerimónias centrais
vão decorrer no Monumento
dos Heróis Moçambicanos
em Maputo
e serão dirigidas pelo
Comandante-Chefe das Forças
de Defesa e Segurança (FDS),
Filipe Jacinto Nyusi, que vai
homenagear e exaltar a heroicidade
e sacrifícios dos jovens da
Geração de 25 de Setembro que,
imbuídos de amor pela pátria e
desejo de liberdade, desencadearam
a 25 de Setembro de 1964
a luta contra o regime colonial
português.
Este ano, a efeméride coincide
com o quinquagésimo segundo
aniversário do desencadeamento
da Luta Armada de Libertação
Nacional e com os 41 anos
da Independência Nacional, motivos
suficientes para as FADM
rejubilarem com satisfação e não
descurar a sua missão principal
da defesa da pátria, promoção
dos valores de heroísmo, patriotismo
e unidade nacional.
O dia servirá igualmente para
os moçambicanos prestarem
uma singela e merecida homenagem
a todos os membros das
forças armadas numa altura em
que são chamadas a continuarem
a valorizar o seu legado,
cultivando a unidade nacional,
defendendo a paz, soberania e
integridade territorial do nosso
país, com elevado nível de profissionalismo,
lealdade, zelo e
dedicação.
Discursando por ocasião da
semana comemorativa, o ministro
da Defesa Nacional, Salvador
M´tumuke, fez questão de sublinhar
que as FADM são legítimas
herdeiras dos ideais dos combatentes
do 25 de Setembro de
1964, a força da unidade nacional
e do patriotismo e hoje estão engajadas
na defesa da integridade
territorial, na participação activa
em operações de apoio à paz e
humanitárias e outras missões
de interesse público consagradas
na Constituição da República e
leis da defesa nacional.
“Exorto as FADM para que
volvidos 52 anos continuem
a celebrar esta data com alegria
e fraternidade ao mesmo
tempo que devem reforçar e
consolidar a união e prontidão
combativa para combater e
impedir quaisquer tentativas
das forças contrárias à paz,
democracia e à unidade nacional”,
apelou M´tumuke para
quem as FADM devem manter a
fidelidade à Constituição da República
e ao comandante-chefe
das Forças de Defesa e Segurança,
símbolo da unidade e soberania
nacional.
Refira-se que foi a 25 de
Setembro de 1964 que sob a
direcção da Frente de Libertação
Nacional de Moçambique
(FRELIMO) o povo moçambicano
desencadeou com determinação
e heroísmo a Luta Armada que
durou 10 anos e que conduziu à
conquista da Independência Nacional.
A Luta Armada contribuiu
para o resgate dos valores da
cidadania, da identidade cultural
e do orgulho de os moçambicanos
pertencerem a um espaço
geográfico próprio, bem como a
possibilidade de decidirem livremente
sobre os destinos da sua
Pátria.
Nos dias de hoje as FADM são
chamadas a aprimorar cada vez
mais as suas formas de relacionamento
com os cidadãos, como
forma de expressar o amor à Nação
que juraram defender.
Neste sentido, elas devem
envidar esforços no sentido de
aumentar os níveis de produção
e produtividade como forma de
minimizar o recurso aos fundos
do Orçamento do Estado para a
sua sustentação.
M´tumuke diz que é assim
que nos últimos tempos nas
unidades militares é notável a
produção de alimentos para o
seu sustento melhorando, deste
modo, a dieta alimentar, fazendo
destes uma referência e exemplo
para as comunidades locais,
exercício que deve ser visto
como uma forma de incutir a cultura
de trabalho.
O 25 de Setembro, segundo
o titular da pasta da Defesa Nacional,
tem ainda um significado
transcendental no seio dos militares,
pois marca e sistematiza a
longa caminhada rumo à libertação
da terra e dos homens que
corporiza o nosso Moçambique,
que temos a obrigação de preservar
e defender.
Por isso, prossegue Salvador
M´tumuke, “mais do que nunca
ao celebrar a data os militares
devem-se empenhar em acompanhar
permanentemente as
rápidas e profundas transformações
que ocorrem na nossa
sociedade”.
Frelimo saúda Forças Armadas
Em mensagem alusiva à data, o
partido Frelimo entende que a data
imortaliza o dia em que as Forças
Populares de Libertação de Moçambique,
sob a direcção da Frente de Libertação
Nacional (FRELIMO), desencadearam
a insurreição geral armada
para a libertação de Moçambique e do
povo moçambicano do colonialismo
português que culminou com a Independência
Nacional em 1975.
Num comunicado enviado à nossa
Redacção, o partido no poder refere
que foi sob o estandarte da unidade
nacional que se promoveu no seio do
povo a igualdade do género, o combate
a todas as formas de discriminação,
a auto-estima, o gosto pelo
trabalho e, acima de tudo, o saber
servir e amar a Pátria; “a FRELIMO
tornou-se no incontestável guia e
único representante do Povo Moçambicano”.
“Eduardo Chivambo Mondlane
liderou o movimento que iniciou
a caminhada rumo à libertação da
Pátria, Samora Moisés Machel proclamou
a Independência Nacional
e prosseguiu com os objectivos de
construir o bem-estar do Povo Moçambicano”,
refere a missiva.
Para a Frelimo, hoje, Moçambique
curva-se perante os heróis que
tombaram pelos ideais da libertação
da Pátria Amada e daqueles jovens
de 25 de Setembro, que continuam
testemunhos vivos e de inspiração às
novas gerações.
“É deveras amargo o sofrimento
do povo moçambicano causado
pela Renamo que no dia-a-dia semeia
luto nas famílias, ao atacar,
matar cidadãos pacíficos, pilhando
os seus bens, assaltando as infra-
-estruturas sociais, roubando medicamentos
e impedindo o desenvolvimento
normal da economia
nacional”, lê-se no comunicado.
A Frelimo condena ainda com veemência
tais atrocidades e exorta a Renamo
e o seu líder, Afonso Dhlakama,
a pararem com a violência armada e
dirigirem-se à mesa do diálogo.
Nesse sentido, aquela formação
política saúda as Forças Armadas
de Moçambique pela passagem de
mais um aniversário e encoraja-as a
prosseguirem com acções de defesa
da soberania de Moçambique, uno e
indivisível.



